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Homem ataca multidão nos EUA com dispositivos incendiários; 8 pessoas ficam feridas

No local, ocorria uma manifestação para lembrar os reféns israelenses que permanecem em Gaza

2 jun 2025 - 07h54
(atualizado às 09h19)
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Resumo
Homem ataca manifestação em Boulder, EUA, com dispositivos incendiários, ferindo oito pessoas; autoridades tratam o caso como terrorismo e crime de ódio, ligando-o a tensões sobre Israel e Gaza.
Agentes de segurança foram ao local para investigar o ataque
Agentes de segurança foram ao local para investigar o ataque
Foto: Anadolu / GettyImages

Oito pessoas ficaram feridas no domingo quando um homem de 45 anos gritou "Palestina livre" e lançou dispositivos incendiários em uma multidão em Boulder, no Estado norte-americano do Colorado, onde estava ocorrendo uma manifestação para lembrar os reféns israelenses que permanecem em Gaza, segundo as autoridades.

Quatro mulheres e quatro homens com idades entre 52 e 88 anos foram levados a hospitais, informou a polícia de Boulder. Anteriormente, as autoridades haviam estimado em seis o número de feridos e disseram que pelo menos um deles estava em estado crítico.

"Como resultado desses fatos preliminares, está claro que se trata de um ato de violência direcionado e o FBI está investigando isso como um ato de terrorismo", disse o agente especial do FBI encarregado do Escritório de Campo de Denver, Mark Michalek.

Michalek chamou o suspeito de Mohamed Soliman, que foi hospitalizado logo após o ataque. A Reuters não conseguiu localizar imediatamente informações de contato dele ou de sua família.

O diretor do FBI, Kash Patel, também descreveu o incidente como um "ataque terrorista direcionado", e o procurador-geral do Colorado, Phil Weiser, disse que parecia ser "um crime de ódio, dado o grupo que foi o alvo".

"Estamos bastante confiantes de que temos o único suspeito sob custódia", afirmou ele.

O ataque ocorreu no Pearl Street Mall, uma popular área de compras para pedestres perto da Universidade do Colorado, durante um evento organizado pela Run for Their Lives, uma organização dedicada a chamar a atenção para os reféns capturados após o ataque do Hamas a Israel em 2023.

Em um comunicado, o grupo disse que as caminhadas têm sido realizadas todas as semanas desde então para os reféns, "sem nenhum incidente violento até hoje".

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou em um comunicado que as vítimas foram atacadas "simplesmente porque eram judeus" e que ele confia que as autoridades dos EUA processarão "o perpetrador a sangue frio em toda a extensão da lei".

"Os ataques antissemitas em todo o mundo são um resultado direto de difamações de sangue contra o Estado e o povo judeu, e isso precisa ser interrompido", disse ele.

O incidente ocorre em meio ao aumento das tensões nos Estados Unidos por causa da guerra de Israel em Gaza, que estimulou tanto o aumento dos crimes de ódio antissemita quanto as ações de apoiadores conservadores de Israel, liderados pelo presidente Donald Trump, para classificar os protestos pró-palestinos como antissemitas. Seu governo deteve manifestantes contra a guerra sem acusação e cortou o financiamento de universidades de elite dos EUA que permitiram tais manifestações.

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