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Hamas acusa Israel de matar 59 civis em centro de ajuda

Mais de 200 pessoas teriam ficado feridas em Khan Younis

17 jun 2025 - 10h03
(atualizado às 10h22)
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O governo da Faixa de Gaza, enclave controlado pelo grupo fundamentalista Hamas, denunciou nesta terça-feira (17) a morte de pelo menos 59 pessoas após tropas de Israel terem aberto fogo contra uma multidão perto de um centro de distribuição de ajuda humanitária em Khan Younis, no sul do território.

Distribuição de ajuda humanitária em Khan Younis, na Faixa de Gaza
Distribuição de ajuda humanitária em Khan Younis, na Faixa de Gaza
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O porta-voz da Defesa Civil de Gaza, Mahmud Bassal, declarou à agência de notícias AFP que o massacre ocorreu enquanto palestinos esperavam para receber farinha. Mais de 200 pessoas teriam ficado feridas.

"Os drones israelenses abriram fogo sobre as pessoas. Poucos minutos depois, os tanques israelenses dispararam vários tiros, causando um grande número de mortos e feridos", acrescentou.

Até o momento, segundo o Ministério da Saúde do enclave, 397 palestinos morreram e mais de 3 mil ficaram feridos em ataques em áreas designadas como centros de distribuição de ajuda nas últimas semanas.

"A situação está fora de controle, não conseguimos mais administrar um número tão grande de casos", disse Mohammed Saqer, chefe de enfermagem do Hospital Nasser, o principal de Khan Younis.

Já o Exército de Israel afirmou que os relatos sobre palestinos "feridos" estão "sob análise". O país judeu impôs em março passado um bloqueio total à entrada de ajuda humanitária em Gaza, onde 100% da população está sob a ameaça da fome, e apenas no fim de maio permitiu a distribuição de itens de primeira necessidade pela Fundação Humanitária de Gaza (GHF), organização apoiada por Tel Aviv e pelos Estados Unidos.

O Hamas, no entanto, afirma que os centros de ajuda da GHF são "armadilhas" para atrair palestinos para a morte.

A guerra foi deflagrada após os atentados terroristas de 7 de outubro de 2023, que deixaram 1,2 mil mortos em Israel. Desde então, o governo de Gaza afirma que 55,5 mil pessoas morreram nos ataques israelenses no enclave.

Ansa - Brasil
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