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Guerra no Irã recoloca bases americanas na Itália sob os holofotes

Instalações só podem ser usadas para ataques com autorização do governo

5 mar 2026 - 17h47
(atualizado às 18h14)
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A intensificação do tráfego de drones e aeronaves militares americanas na base aérea de Sigonella, na Sicília, trouxe novamente aos holofotes a extensa presença militar dos Estados Unidos na Itália e os acordos que regem a utilização dessas instalações em tempos de crise internacional.

Instalações só podem ser usadas para ataques com autorização do governo
Instalações só podem ser usadas para ataques com autorização do governo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

De acordo com fontes oficiais, o aumento do movimento no aeroporto militar siciliano nos últimos dias está restrito a operações de reabastecimento, logística e vigilância aérea, não configurando, até o momento, qualquer ação ofensiva. No entanto a movimentação ocorre em meio à guerra deflagrada por Estados Unidos e Israel contra o Irã.

A legislação bilateral que regulamenta as bases é clara: caso os Estados Unidos pretendam utilizar o território italiano como base para operações bélicas ofensivas, como um eventual ataque a Teerã, é obrigatória a autorização prévia do governo italiano.

Nesse contexto, a premiê Giorgia Meloni já anunciou que qualquer decisão sobre a concessão do uso das bases para fins de guerra será compartilhada com o Parlamento.

A presença militar americana na Itália é uma das maiores da Europa, envolvendo não apenas a base de Sigonella, mas uma rede de instalações estratégicas espalhadas pelo país.

Ao todo, estima-se que cerca de 13 mil militares americanos estejam permanentemente estacionados em solo italiano. Somam-se a estes outros 21 mil integrantes da 6ª Frota da Marinha dos EUA, que conta com 40 navios e 175 aeronaves de combate e transporte e tem sede em Nápoles.

Entre as principais instalações estão os aeroportos militares de Aviano, em Friuli Venezia Giulia, de onde uma dúzia de caças F-16 teria sido recentemente transferida, e Ghedi, na Lombardia, que, segundo relatos não oficiais, abrigaria ogivas nucleares.

Há ainda os portos de Nápoles e Gaeta, que servem como bases logísticas e operacionais para a 6ª Frota, e as bases do exército de Camp Darby, na Toscana, considerada o maior depósito de armas e munições dos Estados Unidos na Europa, e Camp Ederle, no Vêneto.

Completam a rede os sistemas de vigilância como o polêmico Muos, em Niscemi, na Sicília, que monitora a situação no Oriente Médio através de radares e satélites, além de instalações menores e locações reservadas espalhadas por diversas regiões.

Ansa - Brasil
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