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Guerra de EUA e Israel contra Irã entra em 2ª semana com novos ataques

Fase atual de ofensiva foi deflagrada contra Teerã e Hezbollah, no Líbano

7 mar 2026 - 12h30
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A guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã entrou no oitavo dia neste sábado (7), marcada por uma intensificação dos bombardeios e pela ampliação da tensão no Oriente Médio.

    Hoje, novos ataques aéreos atingiram alvos militares iranianos, confrontos se intensificaram no Líbano e países do Golfo registraram interceptações de mísseis e drones.

    As Forças de Defesa de Israel informaram que mais de 80 caças participaram de uma série de ataques contra instalações militares em Teerã e no centro do Irã.

    Segundo o exército israelense, os bombardeios atingiram lançadores de mísseis, depósitos de armas e outras infraestruturas ligadas ao regime iraniano.

    A imprensa israelense afirmou que cerca de 230 munições foram lançadas, incluindo ataques contra a Universidade Militar Imam Hussein, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, além de uma instalação subterrânea de produção de mísseis balísticos.

    Centenas de membros das forças do regime iraniano operavam no local.

    A agência iraniana Tasnim também relatou fortes explosões no aeroporto internacional Mehrabad, na capital iraniana.

    Por outro lado, autoridades do governo do presidente Donald Trump afirmaram que os Estados Unidos realizaram a maior campanha de bombardeios já conduzida contra o Irã na noite da última sexta-feira (6).

    O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que a estratégia é causar o máximo de danos possível às fábricas e aos lançadores de mísseis iranianos, com o objetivo de reduzir a capacidade militar do país. Em paralelo, Washington avalia enviar um terceiro porta-aviões para a região.

    O USS George H. W. Bush concluiu exercícios de preparação e pode ser deslocado para o Mediterrâneo Oriental, onde já atuam o USS Gerald R. Ford e o USS Abraham Lincoln.

    No Líbano, confrontos entre tropas israelenses e combatentes do Hezbollah deixaram pelo menos 41 mortos, segundo autoridades locais.

    A ofensiva ocorreu na região de Nabi Sheet, próxima à fronteira com a Síria. O Hezbollah afirmou que atacou soldados israelenses que haviam desembarcado na área com helicópteros.

    Segundo o Ministério da Saúde libanês, desde o início da escalada nesta semana, os ataques israelenses já deixaram quase 300 mortos e mais de mil feridos no país.

    Por sua vez, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o Líbano "pagará um preço muito alto" se o Hezbollah continuar lançando foguetes contra Israel.

    De acordo com ele, o governo israelense não permitirá ataques contra suas tropas ou comunidades a partir do território libanês.

    O Irã também ampliou suas ações militares na região. A Guarda Revolucionária Islâmica informou que realizou ataques com drones contra um petroleiro no Golfo Pérsico após a embarcação ignorar avisos de segurança.

    Autoridades iranianas disseram também que o Estreito de Ormuz permanecerá aberto à navegação internacional, mas alertaram que navios ligados aos Estados Unidos e a Israel poderão ser alvo de ataques.

    Países do Golfo também registraram incidentes relacionados ao conflito. A Arábia Saudita afirmou ter interceptado um míssil balístico lançado contra a base aérea Príncipe Sultan, que abriga tropas americanas. Já os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado 15 mísseis balísticos e 119 drones.

    Por sua vez, a Jordânia declarou que neutralizou 108 de 119 mísseis e drones disparados pelo Irã desde o início da guerra.

    A tensão também aumenta com a possibilidade de novos atores entrarem no conflito. Um dirigente do movimento houthi do Iêmen afirmou que o grupo, aliado de Teerã, está pronto para lutar e que a expansão da guerra para outros países "é apenas uma questão de tempo".

    Diante da escalada, a Liga Árabe convocou uma reunião de emergência para discutir os ataques iranianos contra países da região. Enquanto isso, jornalistas que chegaram a Teerã relataram que a cidade está parcialmente vazia, com muitos moradores deixando a capital diante dos bombardeios constantes e do temor de uma guerra regional ainda maior. .

Ansa - Brasil
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