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Governo Meloni sofre baixas após derrota em referendo

Dois integrantes do Ministério da Justiça da Itália deixaram seus cargos

24 mar 2026 - 17h04
(atualizado às 17h11)
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Após a derrota no referendo sobre uma reforma judicial defendida pelo governo italiano, a chefe de gabinete do ministro da Justiça, Giusi Bartolozzi, e o subsecretário da pasta, Andrea Delmastro, renunciaram aos seus cargos nesta terça-feira (24).

Dois integrantes do Ministério da Justiça da Itália deixaram seus cargos
Dois integrantes do Ministério da Justiça da Itália deixaram seus cargos
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A decisão dos dois subordinados do ministro da Justiça, Carlo Nordio, ocorreu após se envolverem em polêmicas distintas que prejudicaram a campanha do governo da primeira-ministra Giorgia Meloni no referendo sobre a reforma do sistema judiciário.

Bartolozzi foi duramente criticada durante a campanha após afirmar que o Judiciário seria "um pelotão de fuzilamento que precisava ser eliminado", declaração vista como reveladora do verdadeiro objetivo da reforma e pela qual acabou se desculpando posteriormente.

A ex-chefe de gabinete de Nordio também é acusada de mentir sobre o general líbio Osama Njeem Almasri, que foi preso sob mandado do Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra contra migrantes, mas libertado dois dias depois e levado de volta a Trípoli.

Delmastro, por sua vez, foi alvo de críticas após se tornar sócio de um restaurante em Roma com a jovem filha do mafioso Michele Senese, apontado como um dos chefes da Camorra na capital italiana.

"Hoje assinei minha renúncia irrevogável ao cargo de subsecretário de Justiça. Sempre lutei contra o crime, alcançando resultados concretos e significativos. Embora não tenha feito nada de errado, cometi um ato imprudente que corrigi assim que tomei conhecimento dele", disse Delmastro.

Em comunicado, Meloni "expressou seu apreço" pelas decisões de Delmastro e Bartolozzi de renunciarem às suas funções e afirmou esperar que, "seguindo a mesma linha de sensibilidade institucional", uma decisão semelhante seja tomada pela ministra do Turismo, Daniela Santanchè. .

Ansa - Brasil
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