Governo italiano propõe mudança em sistema eleitoral para cidadãos no exterior
Emenda reduz número de circunscrições e é criticada pela oposição
O projeto de reforma eleitoral apresentado pelo governo da premiê da Itália, Giorgia Meloni, que está em discussão no Parlamento, prevê mudanças significativas no sistema de votação para os cidadãos italianos no exterior.
Atualmente, os expatriados elegem oito deputados e quatro senadores em quatro circunscrições eleitorais: Europa (três deputados e um senador), América do Sul (dois deputados e um senador), América do Norte e Central (dois deputados e um senador) e África, Ásia, Oceania e Antártida (um deputado e um senador).
Mas uma emenda proposta pela coalizão de Meloni prevê que essas zonas eleitorais sejam reduzidas de quatro para duas na Câmara dos Deputados, sendo uma para a Europa e outra para todos os outros continentes, e apenas uma para o Senado. Com isso, algumas regiões podem não conseguir eleger representantes mais ligados às suas comunidades.
Segundo o deputado ítalo-brasileiro Fabio Porta, do Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, eleito pelos italianos da América do Sul, a proposta representa um "golpe no coração das circunscrições no exterior".
Já deputado Luciano Vecchi, dirigente do PD para os cidadãos expatriados, a medida busca "eliminar qualquer real e possível representação no Parlamento das comunidades italianas no mundo".
"Se isso for aprovado, seria a enésima 'lei da vergonha' contra os italianos no mundo, após a abolição da transmissão da cidadania aos filhos de italianos residentes no exterior", acrescentou, em referência ao decreto-lei que restringiu o reconhecimento da cidadania por direito de sangue para ítalo-descendentes. .
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