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Governo dos EUA divulga arquivos do caso Epstein com acusações contra Trump que estavam sob sigilo

O Departamento de Justiça afirmou que os arquivos divulgados haviam sido "codificados incorretamente como duplicados" e, por engano, não tinham sido publicados.

6 mar 2026 - 21h47
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Uma foto de arquivo de Jeffrey Epstein e Donald Trump, então um incorporador imobiliário, na propriedade Mar-a-Lago de Trump em Palm Beach, Flórida, em 1997.
Uma foto de arquivo de Jeffrey Epstein e Donald Trump, então um incorporador imobiliário, na propriedade Mar-a-Lago de Trump em Palm Beach, Flórida, em 1997.
Foto: Davidoff Studios/Getty Images / BBC News Brasil

Documentos do FBI que resumem entrevistas com uma mulher que fez alegações sem provas de agressão sexual contra Donald Trump foram divulgados como parte do conjunto de arquivos do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) sobre Epstein.

A divulgação acontece após relatos de que os documentos não constavam no banco de dados do DOJ, levando democratas a acusarem autoridades de encobrir o caso.

O Departamento de Justiça afirmou que reteve os arquivos por engano durante o processo de revisão porque eles haviam sido "codificados incorretamente como duplicados".

Os memorandos descrevem uma série de entrevistas realizadas em 2019 com a mulher, que faz alegações não comprovadas contra Trump e Jeffrey Epstein.

O presidente tem negado consistentemente qualquer irregularidade em relação ao criminoso sexual.

De acordo com um dos três memorandos, a mulher, que não teve o nome divulgado, disse aos agentes do FBI durante uma entrevista que foi apresentada a Trump por Epstein na década de 1980, quando era adolescente.

A mulher acusou os dois de terem abusado sexualmente dela quando ela tinha entre 13 e 15 anos.

Os agentes do FBI não tiveram mais contato com a mulher após as entrevistas, de acordo com os arquivos.

Não está claro se Trump e Epstein se conheciam durante o período em que a mulher alega que os incidentes aconteceram.

Em comunicado respondendo às alegações recém-publicadas, a Casa Branca disse que elas eram "completamente infundadas" e "sem qualquer evidência crível".

"Como já dissemos inúmeras vezes, o presidente Trump foi totalmente inocentado com a divulgação dos arquivos Epstein", disse a secretária de imprensa Karoline Leavitt.

Ela acrescentou que o Departamento de Justiça, sob a administração anterior de Joe Biden, não apresentou acusações contra Trump "porque eles sabiam que o presidente Trump não tinha feito absolutamente nada de errado".

Trump é mencionado milhares de vezes nos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça, incluindo e-mails e correspondências enviadas pelo próprio Jeffrey Epstein a outras pessoas.

Donald Trump não foi acusado de nenhum crime pelos sobreviventes de Jeffrey Epstein que vieram a público até agora.

Além de resumos de entrevistas de testemunhas do FBI, incluindo aquelas com a mulher não identificada em 2019, o conjunto completo de arquivos de Epstein também contém uma lista de alegações feitas contra Trump por pessoas que ligaram para a linha direta de denúncias do Centro Nacional de Operações contra Ameaças.

A lista inclui inúmeras alegações de abuso sexual feitas contra Trump, Epstein e outras figuras públicas. Muitas delas parecem ter sido baseadas em denúncias não verificadas e, frequentemente, sem nenhuma evidência.

Após a divulgação dos arquivos de Epstein em janeiro, o Departamento de Justiça afirmou: "Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o presidente Trump que foram submetidas ao FBI pouco antes da eleição de 2020. Para sermos claros, as alegações são infundadas e falsas, e se tivessem o mínimo de credibilidade, certamente já teriam sido usadas como arma contra o presidente Trump."

Os três memorandos recém-publicados surgem após reportagens na mídia americana revelarem que eles haviam sido indevidamente retidos nas divulgações iniciais dos arquivos de Epstein.

A NPR foi a primeira a noticiar que índices e números de série nos arquivos sugeriam que o FBI havia conduzido quatro entrevistas com a mulher em 2019 como parte de sua investigação sobre a cúmplice de Epstein, Ghislaine Maxwell, que foi presa em 2022 por tráfico sexual.

Mas três dos resumos das entrevistas e anotações relacionadas, somando mais de 50 páginas, não estavam disponíveis no site do Departamento de Justiça, de acordo com reportagens da NPR e de outros veículos, incluindo o New York Times.

Epstein parece ter sido amigo de Trump por vários anos. Mais tarde, eles romperam a relação — o que aconteceu no início dos anos 2000, segundo Trump, dois anos antes da primeira prisão de Epstein.

No início dessa semana, uma comissão da Câmara votou para intimar a procuradora-geral Pam Bondi para responder a perguntas sobre a atuação do Departamento de Justiça em relação aos arquivos de Epstein.

Os republicanos da Comissão de Supervisão da Câmara se uniram aos democratas para votar pela intimação.

Em novembro do ano passado, o Congresso aprovou uma lei que obriga o departamento a divulgar todo o material de suas investigações sobre Epstein. Milhões de documentos já foram divulgados desde então.

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