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Governo de Cuba faz primeira concessão a manifestantes

Entrada de alimentos importados foi liberada

15 jul 2021 08h48
| atualizado às 08h54
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Pressionado pela maior onda de protestos populares contra o regime em quase 30 anos, o governo de Cuba fez as primeiras concessões aos manifestantes e liberou a entrada de alimentos, remédios e outros itens de primeira necessidade no país sem o pagamento de taxas alfandegárias.

Protesto contra o governo de Cuba na capital Havana
Protesto contra o governo de Cuba na capital Havana
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Em anúncio na televisão na última quarta-feira (14), o primeiro-ministro Manuel Marrero anunciou que a medida vai vigorar entre 19 de julho e 31 de dezembro de 2021.

Atualmente, cubanos que viajam ao exterior podem voltar com até 10 quilos de remédios livres de impostos e quantidades limitadas de alimentos e produtos de higiene, porém mediante pagamento de taxas na alfândega.

A partir da próxima segunda-feira, todas essas restrições serão removidas, atendendo a uma das reivindicações dos manifestantes que tomaram as ruas da ilha a partir do último domingo (11).

Os protestos eclodiram em meio a uma crise econômica e sanitária agravada pela pandemia do novo coronavírus, com filas para obter comida, escassez de medicamentos e recorrentes cortes de energia.

Além disso, as manifestações também abarcaram a insatisfação com a falta de liberdade no país, que é governado por um regime comunista de partido único desde o fim da década de 1950. Ao menos uma pessoa morreu nos protestos, e mais de 100 foram detidas.

O presidente Miguel Díaz-Canel, por sua vez, havia tentado liquidar os protestos como "ações orquestradas por contrarrevolucionários financiados pelos Estados Unidos", cujo embargo econômico o governo cubano culpa pela crise na ilha.

No entanto, no anúncio com Marrero na TV, Díaz-Canel adotou um tom mais conciliatório, afirmando que é preciso "ganhar experiência com os protestos e fazer uma análise crítica" dos problemas do país. "Precisamos superar as divergências entre todos", disse.

Ansa - Brasil   
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