Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

França vive maior dia de manifestação estudantil e eclodem confrontos com a polícia

Mais de 6 mil pessoas foram presas desde o início dos protestos, em sua maioria menores de idade

6 out 2026 - 14h19
(atualizado às 14h39)
Compartilhar
Exibir comentários
Um grupo reunido na Praça Reforme ergue barricadas para bloquear a polícia em 6 de outubro de 2026, em Marselha, França
Um grupo reunido na Praça Reforme ergue barricadas para bloquear a polícia em 6 de outubro de 2026, em Marselha, França
Foto: Sener Yilmaz Aslan/Getty Images

A França vive nesta terça-feira, 6, o maior dia da mobilização estudantil, que tem realizado protestos por todo o país. Segundo o Ministério do Interior francês, 6.100 pessoas foram presas desde o início dos protestos, em setembro, em sua maioria menores de idade. Ao menos 715 policiais e 215 adolescentes ficaram feridos em confrontos.

Os manifestantes pedem melhores condições no sistema educacional, desde reparos na infraestrutura de prédios escolares antigos à falta de pessoal em sala de aula. 

Nesta terça, segundo a União dos Estudantes do Ensino Médio, mais da metade das escolas de ensino médio da França estavam bloqueadas ou fechariam durante o dia. Em vários pontos do país, como em Estrasburgo, Lyon e Rennes, foram registrados confrontos entre policiais e manifestantes, com uso de gás lacrimogêneo.

Na segunda-feira, 5, a mão de um adolescente foi arrancada durante confronto com a polícia de choque no ‌norte da França. O jornal regional La Voix du Nord informou que o jovem de 15 anos perdeu a mão e parte do antebraço após pegar uma granada de dispersão da polícia.

"Eles querem dividir os jovens em manifestantes bons e maus", disse Omar Slaouti, professor do ensino médio em Argenteuil, um subúrbio a noroeste de Paris. "Se não houvesse lixeiras em chamas, o governo não ⁠teria recuado e tomado consciência das questões em jogo", acrescentou ele.

Os protestos acontecem seis meses antes da eleição para substituir o presidente Emmanuel Macron. Seu governo e o partido de extrema direita Reunião Nacional (RN), da candidata à Presidência Marine de Le Pen, acusaram deputados e prefeitos da extrema esquerda do partido França Insubmissa (LFI) de incitar os protestos. O LFI nega a acusação.

*com informações da Reuters

Fonte: Portal Terra
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra