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'Foi uma surpresa total', diz padre ferido por Israel em Gaza

Ataque contra Igreja da Sagrada Família matou 3 pessoas

21 jul 2025 - 10h43
(atualizado às 10h53)
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O padre Gabriel Romanelli, ferido em um ataque de Israel contra a única paróquia católica da Faixa de Gaza na semana passada, disse que o bombardeio foi uma "surpresa total" e alertou que a população do enclave está "exausta e desesperada".

Padre Gabriel Romanelli foi ferido em ataque israelense
Padre Gabriel Romanelli foi ferido em ataque israelense
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

As declarações foram dadas ao Serviço de Informação Religiosa (SIR), agência de notícias da Conferência Episcopal Italiana (CEI), na esteira de uma agressão que deixou pelo menos três pessoas mortas e mais de 10 feridas na Igreja da Sagrada Família, na Cidade de Gaza, incluindo o próprio Romanelli, que sofreu lesões na perna.

"Foi uma surpresa total. Não esperávamos. Houve operações militares em nosso bairro por 17 dias. Tentávamos fazer com que todos ficassem dentro [da igreja], mas não dá para ficar fechado por 17 dias em um lugar sem sequer um banheiro. Éramos forçados a sair de vez em quando, mas o fazíamos com pressa", contou o pároco, que costumava receber ligações diárias do papa Francisco, inclusive nos últimos dias de vida do finado pontífice.

Segundo Romanelli, o ataque atingiu a fachada da igreja, onde se ergue a cruz central de dois metros de altura, provocando a queda de pedaços de metal e alvenaria sobre as pessoas que se abrigavam na paróquia. Ainda assim, o interior da igreja não foi danificado, com exceção das vidraças.

Na entrevista, o padre também alertou sobre a situação na Faixa de Gaza, onde 100% da população está sob ameaça da fome, segundo a ONU.

"A Igreja está tentando enviar ajudas de todos os modos possíveis, mas a maioria esmagadora da população não tem nada: nem comida, nem água. Nos últimos dias, a sensação térmica é de 42 graus, as pessoas estão exaustas e desesperadas, e os bombardeios continuam. A situação é muito grave", disse o pároco, que pediu o fim "imediato" da guerra e prometeu seguir trabalhando para "ajudar os mais vulneráveis".

Ansa - Brasil
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