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Filhos de Kadafi têm destino incerto após queda do pai

20 out 2011 - 16h31
(atualizado às 17h14)
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Dos oito filhos biológicos de Muammar Kadafi, três deles, Khamis e Saif al Arab e Mutassim, morreram. Outros quatro, Saadi, Mohamed, Aisha e Hanibal, conseguiram fugir para o Níger e Argélia, além do então considerado sucessor, Saif al Islam, que teria sido ferido e preso durante confronto com combatentes do Conselho Nacional de Transição (CNT) nesta quinta-feira. Conheça mais sobre eles:

Conheça a história do ex-ditador líbio Muammar Kadafi:

Mohamed

Nascido em Sirte, em 1970, é o primogênito e o único da primeira mulher de Kadafi, Fatiha. Analista em informática dirigiu a empresa estatal dos correios e foi presidente do Comitê Olímpico líbio. Comandante supremo das Forças Armadas durante a revolução, ordenando a repressão contra os manifestantes.

Em 21 de agosto de 2011 foi capturado pelos rebeldes quando tomaram Trípoli, porém, escapou com ajuda das brigadas fiéis ao seu pai. Em 29 de julho de 2011 foi amparado pelo governo argelino junto com seus irmãos, Aisha e Hanibal, e sua mãe, a segunda mulher de Kadafi, Safía.

Saif al Islam

Nascido em junho de 1972, seu nome significa "espada do Islã". Estudou Arquitetura e Economia em Londres, mesmo lugar onde fez seu doutorado na London School of Economics. Em 1999, criou a Fundação Kadafi para o Desenvolvimento, que indenizava os familiares das vítimas do terrorismo líbio.

Considerado o sucessor de seu pai, foi responsável por inúmeras ameaças a seu povo durante as revoltas. Informaram sua captura em agosto de 2011, mas, pouco depois, apareceu livre em um hotel de Trípoli. Acusado de crimes contra a humanidade, atualmente está sendo procurado pela Interpol.

Saadi

Nascido em 1973, foi comandante das Forças Especiais líbias e é, sobretudo, conhecido pelos fãs de futebol. Jogador profissional disputou duas partidas na Liga italiana, onde foi acusado de doping. É o principal acusado do assassinato de um famoso jogador líbio na última década. Em setembro conseguiu atravessar a fronteira e se exilar no Níger.

Mutassim

Militar, nascido em 1976, em Trípoli, foi chefe do Conselho de Segurança Nacional. Os arquivos do WikiLeaks apontam que utilizou tropas para bloquear a produção de uma fábrica de coca-cola na Líbia, em 2006. Em 20 de outubro de 2011, o Conselho de Transição anunciou que tinha sido capturado vivo e conduzido até Misrata, depois de confirmar a morte de Kadafi, em Sirte.

Hanibal

Nasceu em 1975 e seguiu carreira militar, protagonizando vários incidentes violentos na Europa. Em 2004, foi detido em Paris, por excesso de velocidade e ultrapassar sinais de trânsito fechados. Em 2008 foi preso em Genebra, por bater em dois funcionários do hotel onde estava. Após passar duas noites na prisão e pagar uma fiança de quase 300 mil euros, retornou à Líbia. O incidente originou uma crise diplomática com a Suíça. Desde agosto está refugiado na Argélia com dois irmãos e sua mãe.

Aisha

Única filha biológica do ex-ditador nasceu em 1978. Advogada de profissão, em 2004 fez parte da defesa do ex-presidente iraquiano, Saddam Hussein, que acabou sendo condenado à morte e executado. Em 2009, foi nomeada embaixadora da boa vontade das Nações Unidas para a Líbia, nomeação que foi anulada com o início da revolução.

Abandonou a Líbia em agosto, grávida de nove meses, junto com dois de seus irmãos e sua mãe. Após ser amparada pelo governo argelino, deu à luz a uma menina.

Khamis

Nascido em 1978, estudou no Instituto de Empresa de Madri. Dirigiu a repressão contra os manifestantes através da Brigada 32 das forças especiais. O CNT confirmou sua morte no dia 29 de agosto de 2011 durante uma série de combates na cidade de Tarhouna, situada a 90 km ao sul de Trípoli.

Saif al Arab

Nascido em 1982, vivia em Munique. Após a explosão da revolução retornou à Líbia. A justiça alemã o deteve por supostamente transportar armas em um carro diplomático entre Paris e Munique. Morreu no dia 30 de abril de 2011 em um bombardeio da Otan ao complexo presidencial de seu pai, em Trípoli, junto com sua filha e dois sobrinhos.

EFE   
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