Família de vítima de tragédia em funicular em Lisboa cita Zelensky como testemunha
Líder ucraniano poderá depor em julgamento; Parentes pedem indenização milionária
Os familiares de uma das vítimas do descarrilamento do funicular do Elevador da Glória, em Lisboa, capital de Portugal, em setembro passado, surpreenderam no processo contra a seguradora Fidelidade, a empresa de transporte público de Lisboa, Carris, e a companhia responsável pela manutenção da estrutura, ao citar o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, entre as testemunhas da tragédia, de modo a levá-lo a depor no julgamento.
Nesse caso, o chefe de Estado de Kiev, que enfrenta uma longa guerra em seu território contra a Rússia, deverá prestar depoimento por escrito como um dos líderes mundiais a ter expressado publicamente suas condolências pelo desastre.
Manifestações como essa, segundo os autores da ação judicial, o marido e a filha de uma mulher que completaria 50 anos nesta semana, demonstram a "natureza excepcional" do ocorrido, que vai "muito além" do escopo de um acidente de trânsito comum envolvendo o transporte público.
Além disso, eles pediram uma indenização de mais de 1 milhão de euros (R$ 5,8 milhões) a todas as empresas envolvidas na tragédia, solicitando ainda que a Carris publique um pedido de desculpas de uma página em todos os jornais portugueses de alcance nacional.
O funicular do Elevador da Glória descarrilou em 3 de setembro de 2025, deixando 16 mortos e 22 feridos em Lisboa.
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