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Família de vítima de tragédia em funicular em Lisboa cita Zelensky como testemunha

Líder ucraniano poderá depor em julgamento; Parentes pedem indenização milionária

3 jun 2026 - 10h38
(atualizado às 10h58)
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Os familiares de uma das vítimas do descarrilamento do funicular do Elevador da Glória, em Lisboa, capital de Portugal, em setembro passado, surpreenderam no processo contra a seguradora Fidelidade, a empresa de transporte público de Lisboa, Carris, e a companhia responsável pela manutenção da estrutura, ao citar o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, entre as testemunhas da tragédia, de modo a levá-lo a depor no julgamento.

Descarrilamento matou 16 pessoas e feriu 22 em setembro
Descarrilamento matou 16 pessoas e feriu 22 em setembro
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Nesse caso, o chefe de Estado de Kiev, que enfrenta uma longa guerra em seu território contra a Rússia, deverá prestar depoimento por escrito como um dos líderes mundiais a ter expressado publicamente suas condolências pelo desastre.

Manifestações como essa, segundo os autores da ação judicial, o marido e a filha de uma mulher que completaria 50 anos nesta semana, demonstram a "natureza excepcional" do ocorrido, que vai "muito além" do escopo de um acidente de trânsito comum envolvendo o transporte público.

Além disso, eles pediram uma indenização de mais de 1 milhão de euros (R$ 5,8 milhões) a todas as empresas envolvidas na tragédia, solicitando ainda que a Carris publique um pedido de desculpas de uma página em todos os jornais portugueses de alcance nacional.

O funicular do Elevador da Glória descarrilou em 3 de setembro de 2025, deixando 16 mortos e 22 feridos em Lisboa.

Ansa - Brasil
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