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Fábrica alemã nega ter feito tapetes com cabelo de judeus

4 mar 2009 - 12h49
(atualizado às 13h00)
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A fabricante alemã de autopeças Schaeffler, atualmente pendente de receber ajuda estatal por problemas de liquidez, negou nesta quarta que durante a Segunda Guerra Mundial tenha utilizado cabelos de judeus mortos em Auschwitz para confeccionar tapetes - produção que exerceu naquele período.

O diretor de comunicação da companhia, Detlef Sieverdingbeck, disse hoje que essas informações divulgadas por diversos meios de comunicação nas últimas semanas são "totalmente incorretas".

Ele ressaltou que o historiador encarregado de investigar o passado da companhia durante a Segunda Guerra Mundial, Detlef Schöllgen, nunca achou indícios de que a empresa, localizada então na cidade de Kietrz -atualmente em território polonês - utilizasse cabelos de judeus assassinados nas câmaras de gás de Auschwitz.

O próprio Schöllgen confirmou a versão de Sieverdingbeck, afirmando que nos dois anos de sua investigação (2005 e 2006) baseada na análise de atas relacionadas à empresa na Alemanha e Polônia nunca achou "nem uma só pista que conduzisse a Auschwitz ou ao complexo relacionado com o cabelo de prisioneiros".

Wilhelm Schaeffler, cunhado da atual proprietária, Maria-Elisabeth Schaeffler, adquiriu em 1940 a fábrica, que pertencera a um judeu refugiado anos antes. Em 1942, a empresa fabricou material de armamento para os nazistas, além de manter uma fábrica têxtil.

Em 1946, Wilhelm Schaeffler foi detido por soldados americanos e entregue às autoridades polonesas, que o condenaram por participar da liquidação de propriedades judias e polonesas. Após passar quatro anos na prisão, ele foi libertado em 1951.

EFE   
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