Exame confirma difteria em menina de 4 anos morta na Itália
Anna Rosa Bartolotta não havia sido vacinada por decisão dos pais
Um exame confirmou a morte por difteria de uma menina de quatro anos em Palermo, na Itália. Ela não havia sido imunizada por escolha dos pais, que agora são investigados por homicídio culposo, já que a vacina é obrigatória no país desde 2017. A eficácia da imunização foi comprovada no caso, pois pessoas próximas que também contraíram a bactéria não desenvolveram quadros graves da doença por estarem vacinadas.
Um exame laboratorial confirmou que a menina de quatro anos morta na semana passada em um hospital infantil de Palermo, no sul da Itália, estava com difteria, doença que foi controlada em boa parte do mundo graças à vacinação em massa.
Anna Rosa Bartolotta não havia sido vacinada por decisão dos próprios pais, que agora são alvos de uma investigação do Ministério Público por suspeita de homicídio culposo (quando não há intenção de matar) por omissão.
A vacinação contra difteria e outras nove doenças é obrigatória para crianças em idade escolar na Itália desde 2017, sob pena de multas para os genitores. No entanto, segundo fontes investigativas, os pais de Anna Rosa acreditavam que as vacinas haviam causado autismo em um primo, alegação que não tem base científica.
"As análises das amostras deram positivo para Corynebacterium diphtheriae [bactéria causadora da difteria] e detectaram o gene da toxina responsável pela difteria respiratória", diz um comunicado do Instituto Superior da Saúde (ISS) da Itália, órgão subordinado ao Ministério da Saúde.
Um primo da mesma idade de Anna Rosa também testou positivo, porém seu estado não é grave porque ele já havia iniciado o ciclo de vacinação. Outras 10 pessoas próximas à menina contraíram a bactéria, mas não manifestaram a doença porque estão protegidas pela vacina.
A difteria é uma patologia altamente contagiosa que atinge o nariz, a laringe e as amígdalas e pode se tornar potencialmente mortal por causa da toxina diftérica produzida pela bactéria. A substância se espalha através da corrente sanguínea, causando danos graves em órgãos vitais, como coração, fígado, rins e o sistema nervoso periférico.
Os primeiros sintomas surgem geralmente de dois a cinco dias após a infecção e podem incluir membrana branco-acinzentada na garganta e nas amígdalas, dor de garganta e rouquidão, gânglios linfáticos inchados no pescoço, dificuldade para respirar, secreção nasal, febre e fadiga intensa.
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