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Ex-terrorista italiano retorna à prisão domiciliar na Argentina

Leonardo Bertulazzi é ex-membro das Brigadas Vermelhas

26 ago 2025 - 10h01
(atualizado às 11h25)
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O italiano Leonardo Bertulazzi, ex-integrante do grupo terrorista de extrema esquerda Brigadas Vermelhas, retornou à prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica em Buenos Aires, na Argentina.

Bertulazzi ficará na casa em que vive com esposa em Buenos Aires
Bertulazzi ficará na casa em que vive com esposa em Buenos Aires
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O ex-terrorista de 73 anos, também conhecido como "Stefano", estava detido desde agosto de 2024 após a revogação do status de refugiado que ele havia obtido em solo argentino em 2004. Ele estava foragido desde 1980.

Bertulazzi é alvo de um mandado de prisão internacional por homicídio, ataques e confinamento ilegal. Ele teve participação direta no sequestro de um engenheiro naval em 1977 e já foi condenado a quase 30 anos de detenção.

Nesta terça-feira (26), o Tribunal Federal de Cassação da Argentina anulou sua detenção, alegando sua idade avançada e seus problemas cardíacos e de visão. Bertulazzi terá direito a exames médicos e estará sob vigilância 24 horas por uma patrulha da Polícia Federal.

"Esta é uma boa notícia, e o juiz Servini reconheceu a existência de seu direito sob a Convenção da ONU, aguardando a decisão final sobre seu status de refugiado", celebrou o advogado do italiano, Rodolfo Yanzón.

Com a decisão, o ex-membro das Brigadas Vermelhas foi transferido da prisão para a casa de sua esposa, em Buenos Aires, com quem vive há mais de 32 anos.

A decisão é tomada após, em julho, a Suprema Corte da Argentina ter expressado parecer favorável à extradição do ex-terrorista para a Itália, considerando "infundadas" as razões apresentadas pela defesa do italiano em um recurso contra o retorno ao seu país natal.

De acordo com Yanzón, Bertulazzi "deveria gozar de plena liberdade, com a extradição suspensa, pois uma extradição não pode prosseguir enquanto a proteção atual estiver em vigor", visto que o juiz Sarvini "reconheceu a existência de seus direitos sob a Convenção da ONU, aguardando a decisão final sobre seu status de refugiado".

Se extraditado para a Itália no futuro, o ex-membro das Brigadas Vermelhas não será preso, mas terá direito a um novo julgamento pelo sequestro do empresário Pietro Costa e sua participação em uma quadrilha armada na década de 1970.

O Tribunal de Apelação de Gênova terá que reexaminar o caso do zero, com a acusação obrigada a provar sua culpa quase 50 anos após os eventos, garantindo assim o direito a um julgamento justo sob a legislação italiana vigente. 

Ansa - Brasil
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