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Ex-primeira-dama das Filipinas é condenada por corrupção

Imelda Marcos é deputada federal e poderá recorrer em liberdade

9 nov 2018 - 17h04
(atualizado às 17h34)
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A ex-primeira-ministra das Filipinas, Imelda Marcos, mulher do ex-ditador local, Ferdinand Marcos (1965-1986), foi condenada nesta sexta-feira (9) a entre seis e onze anos de prisão por corrupção. Marcos, de 89 anos, é deputada federal e poderá recorrer em liberdade.

Marcos pode ser presa por seis a 11 anos.
Marcos pode ser presa por seis a 11 anos.
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O Tribunal Especial Anticorrupção do arquipélago asiático também condenou a ex-primeira-dama a pagar US$ 200 milhões aos cofres públicos. O processo, que já dura duas décadas, investigou fundações criadas por Marcos na Suíça entre 1968 e 1986. Se os recursos forem negados, ela será presa e não poderá mais assumir cargo público.

Durante os 21 anos em que Ferdinand Marcos esteve no poder, o casal teria desviado mais de US$ 10 bilhões em recursos públicos para contas na Suíça. Imelda Marcos foi ministra de Estado e governadora de Manila durante o governo do marido.

Quando uma revolta popular tirou o ditador do poder, em 1986, a família teve de ir para o exílio no Havaí, onde Ferdinand Marcos morreu, em 1989. A coleção de sapatos milionária da ex-primeira dama, com cerca de 1.100 pares, foi colocada em exposição no palácio presidencial após a fuga para mostrar o contraste entre a opulência da família do ditador e a extrema pobreza do país.

Durante o período mais violento do regime, entre 1972 e 1981, 3.240 pessoas foram mortas, outras 70 mil presas e pelo menos 34 mil torturadas, de acordo com a Anistia Internacional. Imelda Marcos voltou às Filipinas em 1991 e foi condenada criminalmente pela primeira vez em 1993. Cinco nos depois, ela conseguiu absolvição da Suprema Corte do país. A prisão de Marcos foi ordenada novamente em 2009, também por corrupção, mas ela foi libertada após pagar fiança. O filho do casal, Marcos Jr, quase foi eleito nas eleições presidenciais de 2016 e é visto como o sucessor natural do atual presidente, Rodrigo Duterte.

Ansa - Brasil
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