Ex-policial dos EUA é condenado por morte de Breonna Taylor
Mulher negra foi assassinada a tiros dentro de casa em 2020
Uma juíza federal dos Estados Unidos condenou na última segunda-feira (21) um ex-policial do Kentucky a quase três anos de prisão por uso excessivo de força durante a operação de 2020 que matou a mulher negra Breonna Taylor dentro de sua própria casa.
A decisão foi tomada após o Departamento de Justiça do presidente Donald Trump ter solicitado ao juiz que prendesse o réu por um único dia, pena que ele já havia cumprido quando foi detido no início do processo.
Breonna foi assassinada por policiais de Louisville, no estado de Kentucky, após eles entrarem em sua residência com um mandado chamado "no knock", que os autorizava a derrubar a porta sem aviso prévio.
Na ocasião, o namorado da mulher de 26 anos pensou que se tratasse de ladrões e, como tinha porte de arma, atirou contra os agentes, levando-os a revidar. A morte de Breonna provocou uma onda de protestos no país em prol de justiça racial e contra a brutalidade policial, assim como o assassinato de George Floyd, em Minneapolis, por um agente branco.
Brett Hankison, que disparou 10 tiros durante a operação, foi o único policial presente na cena do crime a ser acusado pela morte da mulher. Ele é a primeira pessoa condenada à prisão no caso.
A juíza distrital Rebecca Grady Jennings condenou Hankison a 33 meses de prisão e três anos de liberdade condicional, durante uma audiência na qual expressou surpresa por ninguém mais ter ficado ferido na operação.
Jennings expressou decepção com o pedido "inconsistente e inapropriado" dos promotores federais, afirmando que o Departamento de Justiça tratou as ações do ex-policial como "um crime irrelevante".
O advogado de direitos civis Ben Crump, que ajudou a família de Breonna a obter um acordo de US$ 12 milhões por homicídio culposo com a cidade de Louisville, chamou a recomendação do Departamento de Justiça de "um insulto à vida de Breonna Taylor".
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