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Em Gaza, Israel confirma ter matado um alto dirigente do Hamas

A ala armada do Hamas perdeu seu último dirigente histórico ligado ao 7 de outubro. Em um comunicado divulgado no sábado, 16 de maio, o Exército israelense anunciou tê‑lo eliminado em um ataque no bairro de Rima, em Gaza.

16 mai 2026 - 15h18
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Michel Paul, correspondente da RFI em Jerusalém

As imagens mostram uma multidão de cerca de uma centena de pessoas carregando nos braços um corpo envolto em um sudário verde, nas cores do Hamas. Na noite anterior, o ministro da Defesa havia se vangloriado nas redes sociais de que o Exército israelense "ataca neste momento, em Gaza, o grande assassino Izz al-Din al-Haddad", sem, no entanto, anunciar sua morte.

A eliminação foi confirmada no dia seguinte, sábado, 16 de maio, por Israel e também nas mesquitas de Gaza. Ele era chamado de "o fantasma de Gaza". Izz al-Din al-Haddad, na casa dos cinquenta anos, havia sobrevivido a várias tentativas de assassinato mudando de aparência e deslocando‑se constantemente.

Segundo o canal Al‑Jazeera, o Hamas confirmou o assassinato de seu chefe militar por Israel. O grupo palestino condenou o assassinato "covarde e traiçoeiro" de al-Haddad. O Hamas declarou que ele foi morto na noite de sexta‑feira, assim como sua esposa, sua filha e outros civis palestinos. Acrescentou que esse assassinato constituía a mais recente violação do acordo de cessar‑fogo em Gaza por Israel e demonstrava sua "agressão contínua contra civis inocentes" no enclave palestino.

Desde a morte de Mohammed Sinwar, em maio de 2015, al-Haddad havia se imposto como o chefe de fato da ala militar do movimento no enclave. Era uma figura central do 7 de outubro. Foi ele quem geriu diretamente a detenção de vários reféns, entre eles as jovens observadoras militares capturadas em Nahal Oz.

Para Benyamin Netanyahu, sua eliminação é uma vitória simbólica. Mas esse sucesso tático não resolve o impasse estratégico. O Hamas continua recusando o desarmamento exigido pelo plano Trump.

Do ponto de vista israelense, esse triunfalismo oficial mal esconde um ceticismo crescente dentro do aparato de segurança. Agora, os olhos do Estado‑Maior estão voltados para Washington, à espera de saber se Donald Trump dará sinal verde para uma ofensiva mais ampla visando diretamente Teerã, a fim de desbloquear, pela força, todos os fronts regionais.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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