Ex-namorada de Jeffrey Epstein é condenada por tráfico sexual
Um júri de um tribunal federal de Nova York considerou a socialite britânica Ghislaine Maxwell culpada por ajudar o financista Jeffrey Epstein a abusar sexualmente de adolescentes.
Ghislaine, que foi namorada de Epstein na década de 1990, foi condenada em cinco das seis acusações relacionadas ao seu papel nos casos de abuso sexual, entre 1994 e 2004. Entre elas estão tráfico sexual de menor, transporte de menor com a intenção de se envolver em atividade sexual criminosa e três acusações relacionadas de conspiração.
A única acusação que a socialite foi absolvida é a de atrair uma menor a viajar para se envolver em atos sexuais ilegais.
Maxwell, que agora pode pegar até 65 anos de prisão, não demonstrou nenhuma reação quando os veredictos foram lidos. A juíza Alison Nathan não definiu uma data para a sentença.
A socialite, que foi presa em julho passado, é filha do ex-magnata da mídia britânica Robert Maxwell, morto em 1991, e, de acordo com o testemunho de muitas das vítimas, era o braço direito de Epstein na organização de prostituição infantil e abuso sexual.
A promotoria de Nova York informou em documentos oficiais que Maxwell tinha a tarefa de seduzir e recrutar as meninas, além de organizar as reuniões e festas nas várias residências de Epstein onde ocorriam os abusos. O esquema ocorreu de 1994 a 2004 em Nova York, Flórida, Novo México e nas Ilhas Virgens dos Estados Unidos.
A britânica é acusada de saber da preferência de Epstein por menores de idade. O bilionário foi denunciado de estuprar e traficar meninas de 14 anos e de organizar uma rede de exploração sexual.
Epstein, no entanto, chegou a ser preso no dia 8 de julho de 2019, mas foi encontrado morto enforcado com um lençol em 10 de agosto, em uma prisão federal dos EUA, onde aguardava julgamento.
Quatro mulheres testemunharam durante o julgamento que Epstein abusou delas e que Maxwell facilitou o abuso e às vezes também participou dele.
O júri, composto por seis mulheres e seis homens, deliberou por cerca de 40 horas em partes de seis dias. Em comunicado, o procurador Damian Williams afirmou que "o caminho para a justiça foi longo demais. Mas, hoje, a justiça foi feita".
De acordo com os advogados de Maxwell, um recurso deve ser apresentado. "Acreditamos firmemente na inocência de Ghislaine. Obviamente, estamos muito desapontados com o veredicto", disse o advogado de defesa Bobbi C. Sternheim.