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Europeus e Japão discutem plano para reabertura do Estreito de Ormuz

Grupo expressou 'profunda preocupação com escalada do conflito' no Oriente Médio

19 mar 2026 - 15h47
(atualizado às 16h22)
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Alemanha, França, Japão, Holanda, Itália e Reino Unido afirmaram nesta quinta-feira (19) que estão prontos para contribuir com um plano para garantir a navegação comercial pelo Estreito de Ormuz, parcialmente fechado pelo Irã em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel.

Grupo expressou 'profunda preocupação com escalada do conflito' no Oriente Médio
Grupo expressou 'profunda preocupação com escalada do conflito' no Oriente Médio
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração dos seis países foi divulgada em um comunicado oficial de Downing Street, no qual os signatários também condenaram veementemente as ofensivas de Teerã.

"Condenamos, nos termos mais fortes, os recentes ataques do Irã a embarcações comerciais desarmadas no Golfo, à infraestrutura civil, incluindo instalações de petróleo e gás, e o fechamento de fato do Estreito de Ormuz pelas forças iranianas", informou o comunicado.

Os países também garantiram estar "prontos para contribuir com os esforços para assegurar o trânsito seguro" pela região e elogiaram todas as "nações dispostas a se engajar no planejamento preparatório" para uma iniciativa conjunta.

O grupo ainda expressou "profunda preocupação com a escalada do conflito" no Oriente Médio e instou o Irã a "cessar imediatamente suas ameaças", interromper o uso de minas navais e quaisquer outras tentativas de bloquear o Estreito de Ormuz.

As nações relembraram "o princípio fundamental do direito internacional da liberdade de navegação", culpando "os efeitos das ações do Irã" pelas repercussões que serão "sentidas por pessoas em todos os lugares, especialmente entre as mais vulneráveis".

Pouco após a divulgação do comunicado, o ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, afirmou ter visto "interpretações completamente errôneas" do documento aprovado pelos aliados.

"Nenhuma missão de guerra. Nenhuma entrada no Estreito de Ormuz sem um armistício e uma iniciativa multilateral abrangente. Estamos cientes, no entanto, da importância de trabalhar pela reabertura segura e acreditamos que a Organização das Nações Unidas deve fornecer a estrutura legal para uma iniciativa pacífica e multilateral", escreveu.

Já o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, manifestou prontidão "caso haja uma missão da ONU para garantir a passagem pelo Estreito de Ormuz", acrescentando que "forçar" a reabertura da área neste momento "não está na natureza" de Roma.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou durante um encontro com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, que os aliados "estão se tornando mais dispostos" a se envolver na questão, mas afirmou que "é tarde demais".

"O Irã está quase completamente destruído; a única coisa que restou é o Estreito de Ormuz, e estamos defendendo-o para todos. Em duas semanas, destruímos sua Marinha, sua Força Aérea e toda a sua tecnologia. Tirando isso, o Irã está bem", disse.

Por fim, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse ao seu homólogo japonês, Toshimitsu Motegi, que aliados de Trump que ajudarem os EUA a reabrir o Estreito de Ormuz serão considerados "cúmplices" da agressão. .

Ansa - Brasil
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