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Meloni diz que crise energética legitima flexibilidade para gastos com defesa

Premiê italiana mencionou que mundo enfrenta 'circunstâncias excepcionais'

22 mai 2026 - 13h41
(atualizado às 13h49)
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A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que a crise energética desencadeada pela guerra entre Estados Unidos e Irã, que culminou no bloqueio do Estreito de Ormuz, justifica a ampliação da flexibilidade para gastos com segurança e defesa, permitindo incluir investimentos necessários para enfrentar o atual cenário de instabilidade.

Premiê italiana mencionou que mundo enfrenta 'circunstâncias excepcionais'
Premiê italiana mencionou que mundo enfrenta 'circunstâncias excepcionais'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Segundo a chefe de governo italiana, que se reuniu no Palazzo Chigi, em Roma, com o seu homólogo da Irlanda, Michael Martin, os países da União Europeia enfrentam "circunstâncias excepcionais fora do controle de cada Estado-membro".

"Como a energia também é segurança, e a economia também é segurança para os nossos sistemas, esta proposta é o tema de uma carta que escrevi à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, solicitando a extensão da Cláusula de Escape Nacional para incluir medidas necessárias à proteção de famílias, trabalhadores e empresas diante do impacto da crise", declarou.

A premiê também destacou que acompanha atentamente os desdobramentos da crise no Oriente Médio, mas reiterou a necessidade de "todos os esforços necessários para restaurar a estabilidade e garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz".

Sobre as relações entre Roma e Dublin, Meloni afirmou que os laços bilaterais estão "sólidos e em crescimento positivo", destacando que o comércio entre os dois países avançou 20% ao longo de 2025. Apesar do resultado considerado positivo, ela ressaltou que ainda há espaço para ampliar a cooperação.

"Partindo de áreas como infraestrutura, energia e defesa, nas quais estamos desenvolvendo diversas iniciativas, podemos construir uma cooperação estruturada e coerente com as prioridades europeias que compartilhamos", afirmou. .

Ansa - Brasil
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