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Zelensky comemora liberação de ajuda europeia de € 90 bi à Ucrânia; UE amplia sanções à Rússia

Após meses de obstrução por parte da Hungria, os líderes da União Europeia finalmente aprovaram, nesta quinta-feira (23), um empréstimo de € 90 bilhões para a Ucrânia. A medida foi celebrada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que afirmou que o pacote "fortalecerá" o Exército e "tornará a Ucrânia mais resiliente". Novas sanções contra a Rússia também foram aprovadas.

23 abr 2026 - 14h23
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"O impasse acabou", declarou a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, na rede X. "A economia de guerra da Rússia está sob crescente pressão, enquanto a Ucrânia recebe apoio substancial", acrescentou um funcionário cipriota, cujo país ocupa atualmente a presidência rotativa do Conselho da UE.

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, fala com jornalistas na chegada para uma reunião informal do Conselho Europeu, em Ayia Napa, a 23 de abril de 2026.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, fala com jornalistas na chegada para uma reunião informal do Conselho Europeu, em Ayia Napa, a 23 de abril de 2026.
Foto: AFP - NICOLAS TUCAT / RFI

"Estamos a caminho do Chipre com boas notícias", disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, esperada na ilha mediterrânea para uma cúpula informal dos 27 chefes de Estado e de governo da UE.

O fim do veto da Hungria, após meses de impasse e reviravoltas, deve permitir à Comissão Europeia liberar a primeira parcela do empréstimo aprovado em dezembro.

Volodymyr Zelensky afirmou esperar que os primeiros pagamentos sejam efetuados "até o fim de maio ou início de junho". O empréstimo, garantido pelo orçamento da UE, destina-se a ajudar a Ucrânia a financiar a guerra contra a Rússia no período de 2026-2027.

Cerca de € 60 bilhões serão destinados a esse fim, enquanto € 30 bilhões servirão para assegurar o funcionamento do Estado ucraniano. As bases para um acordo final foram lançadas na quarta-feira, mas foi necessário concluir um procedimento, iniciado no mesmo dia, para confirmar a retirada do veto húngaro.

Budapeste havia condicionado seu aval à retomada das entregas de petróleo russo por meio de um oleoduto que atravessa a Ucrânia, danificado em janeiro por ataques aéreos russos.

Novas sanções

O anúncio de Kiev, na quarta-feira, sobre a reativação do oleoduto Druzhba ("amizade", em russo) abriu caminho para a resolução de um impasse que se arrastava há vários meses.

Hungria e Eslováquia também haviam vetado a adoção de um novo pacote de sanções contra a Rússia - o 20º desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022. As medidas miram o setor bancário russo e impõem novas restrições às exportações de petróleo do país, cuja receita financia grande parte da guerra.

Os europeus ainda não adotaram uma proibição de serviços marítimos (como manutenção e reboque) para navios que transportam petróleo russo. Há acordo de princípio, mas a medida depende de coordenação com os países do G7. "As condições ainda não estão em vigor", explicou um funcionário da UE, sob condição de anonimato.

A UE, no entanto, decidiu adicionar 46 novos navios à lista de embarcações da chamada "frota fantasma", usada pela Rússia para contornar as sanções ocidentais. A lista passa agora a incluir 632 navios, todos proibidos de atracar em portos do bloco.

O bloco também incluiu 20 bancos russos na lista de instituições financeiras proibidas de realizar transações na Europa. Pela primeira vez, os países da UE ativaram ainda um instrumento de combate à evasão de sanções, proibindo a exportação para o Quirguistão de determinadas máquinas-ferramenta e equipamentos de telecomunicações, devido à "falha sistemática e persistente" do país em impedir sua reexportação para a Rússia, onde são utilizados na fabricação de drones, segundo comunicado da União Europeia.

Com AFP

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