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Zelensky acusa Moscou de usar mísseis norte-coreanos após novos ataques mortais russos

Na Ucrânia, ataques russos deixaram pelo menos nove mortos entre a noite de segunda-feira (10) e a madrugada desta terça-feira (11), a maioria deles em Zaporíjia, no sudeste do país. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de ter utilizado, durante os ataques, "mísseis balísticos norte-coreanos, mísseis Zircon e bombas aéreas guiadas". Paralelamente, Kiev prossegue com seus ataques contra cidades russas, onde uma ofensiva com drones matou um homem de 49 anos no oeste do país.

11 ago 2026 - 08h44
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Em Zaporíjia, os ataques russos dessa madrugada mataram pelo menos seis pessoas e deixaram e 20 feridos. O governador da região, Ivan Fedorov, divulgou fotografias mostrando edifícios e veículos em chamas na cidade.

A capital Kiev também foi atingida. Uma série de explosões foi registrada na noite de segunda-feira, pelo horário local, após as autoridades acionarem um alerta para mísseis. Um incêndio atingiu um depósito da cidade, e uma pessoa ficou ferida, informaram os serviços de emergência.

Pouco depois da divulgação do balanço das vítimas, Volodymyr Zelensky voltou a denunciar a aliança militar entre Moscou e Pyongyang.

O ataque aéreo russo contra Zaporíjia, na Ucrânia, deixou estragos e ao menos seis mortos nesta terça-feira, 11 de agosto de 2026.
O ataque aéreo russo contra Zaporíjia, na Ucrânia, deixou estragos e ao menos seis mortos nesta terça-feira, 11 de agosto de 2026.
Foto: RFI

Mísseis balísticos norte-coreanos

Segundo o presidente ucraniano, o Exército russo utilizou "mísseis balísticos norte-coreanos" contra Zaporíjia nesse último ataque. Em uma publicação na rede social X, ele classificou a ação como um "ataque brutal, planejado para causar o máximo de destruição possível".

Os bombardeios ocorreram após Zelensky afirmar, na segunda-feira (10), que a Rússia estaria se preparando para mobilizar mais soldados norte-coreanos e teria recebido um novo lote de mísseis balísticos enviado por Pyongyang. No entanto, ele não apresentou provas nem um cronograma detalhado para sustentar essas alegações.

No fim de julho, também em mensagem no X, o líder ucraniano declarou que entre 30 mil e 50 mil soldados norte-coreanos seriam enviados à Rússia ou estavam prestes a ser mobilizados.

A Coreia do Norte passou a ser um dos aliados militares mais próximos da Rússia desde o acordo de defesa mútua, assinado em junho de 2024, entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Milhares de militares norte-coreanos participaram dos combates contra as forças ucranianas na região russa de Kursk entre 2024 e 2025.

A Ucrânia também já havia acusado anteriormente a Rússia de empregar armamentos de fabricação norte-coreana. No último fim de semana, Zelensky pediu à Coreia do Sul e ao Japão, países frequentemente ameaçados por Kim Jong-un, que ampliem seu apoio e cooperação com a Ucrânia, especialmente no fornecimento de sistemas de defesa antiaérea. Kiev justificou o pedido alegando que Pyongyang está fortalecendo suas capacidades militares graças à experiência adquirida ao apoiar o Kremlin.

Kiev mantém ataques com drones contra alvos na Rússia

Por sua vez, a Ucrânia continua realizando bombardeios em território russo. Na noite de 10 para 11 de agosto, um homem de 49 anos morreu na região de Voronezh após um ataque com drones. Segundo o governador Aleksandr Gusev, destroços atingiram um centro logístico e armazéns pertencentes a uma grande empresa. Outras duas pessoas ficaram feridas e foram hospitalizadas.

No dia anterior, um ataque ucraniano na região do Tartaristão, no centro da Rússia, deixou pelo menos 13 mortos e cerca de 40 feridos, em uma das ofensivas mais mortais em solo russo desde o início da guerra, em 2022.

RFI com agências

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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