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Valls diz que são possíveis novos ataques nos próximos dias

Primeiro-ministro francês diz que uma série de operações antiterroristas estão ativas e devem continuar

16 nov 2015
06h41
atualizado às 08h08
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O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, reconheceu nesta segunda-feira (16) que são possíveis novos atentados terroristas "nestes próximos dias, nestas próximas semanas", e advertiu que vai a ameaça vai se manter por "muito tempo".

"A vida deve voltar a se recuperar porque vamos viver muito tempo com esta ameaça terrorista", disse o primeiro-ministro
"A vida deve voltar a se recuperar porque vamos viver muito tempo com esta ameaça terrorista", disse o primeiro-ministro
Foto: EFE

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Em entrevista à emissora RTL, Valls explicou que desde a noite passada foram realizados em diferentes pontos da França "mais de 150 revistas" como parte de uma série de operações antiterroristas e que "vão continuar".

Sobre os ataques jihadistas de Paris na última sexta-feira (13), Valls advertiu que "é preciso esperar novas réplicas" e lembrou que "há meses estamos em guerra contra o terrorismo".

O premiê disse que após a onda de atentados em Paris, que causou pelo menos 129 mortos, o terrorismo pode voltar a atacar. "A vida deve voltar a se recuperar porque vamos viver muito tempo com esta ameaça terrorista", prosseguiu.

Valls confirmou que foram destruídos os "dois alvos operacionais" do Estado Islâmico (EI) que foram bombardeados na noite passada por caças franceses na cidade síria de Raqqah, e vinculou essa ação militar com os ataques jihadistas na sexta-feira em Paris. "Esse atentado foi organizado, pensado, planejado na Síria", afirmou.

O primeiro-ministro assinalou que não se deve descartar "nenhuma reflexão", quando perguntado pela proposta do chefe da oposição, Nicolas Sarkozy, de estabelecer medidas de residência vigiada ou de imposição do bracelete eletrônico às pessoas fichadas pelos serviços secretos por causa de radicalização religiosa ou possíveis vínculos com o terrorismo, mesmo sem nenhum processo judicial contra si.

Além disso, em uma linha de firmeza contra o fundamentalismo islâmico disse que "é preciso fechar as mesquitas e as associações que atacam os valores da República".

 

EFE   

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