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Turquia: retomada de praça deixa centenas de feridos, dizem médicos

11 jun 2013 - 09h58
(atualizado às 13h12)
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A retirada pela força nesta terça-feira de manifestantes da praça Taksim, em Istambul, deixou centenas de pessoas feridas, cinco delas em estado grave, denunciou a Associação Médica Turca.

Ahmet Ozdemir Aktan, presidente da organização, declarou ao jornal Hurriyet Daily News que centenas de manifestantes foram feridos na ação e nos choques com os agentes. Em função do impacto das bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela polícia dezenas de pessoas sofreram traumatismo craniano.

Entre os feridos em estado grave, Aktan se referiu a um indivíduo que sofreu uma fratura grave e que teve que ser hospitalizado para ser operada. Segundo o governador de Istambul, Huseyin Avni Mutlu, a evacuação deixou poucos feridos, nenhum em estado grave nem hospitalizado.

A polícia turca tomou o controle da praça Taksim após entrar no local nesta manhã com blindados, em uma surpreendente operação, poucas horas depois do governo anunciar sua disposição de negociar com os ativistas. Centenas de agentes da ordem entraram na praça, de onde não se aproximavam há duas semanas, após um confronto com um grupo reduzido de pessoas com resistiram com paralelepípedos, coquetéis molotov e morteiros, constatou à agência EFE.

A polícia anunciou nesta terça-feira que não iria despejar o acampamento de protesto do adjacente parque Gezi, cuja defesa originou a onda de protestos, mas unicamente limpar a praça e seus arredores. Embora ainda não tenha sido informado o número de detidos, o Hurriyet disse que 20 advogados foram presos no Palácio da Justiça de Istambul por se manifestarem a favor dos protestos que ocorrem na Turquia há 12 dias.

Trégua após tensão

Após cerca de seis horas de enfrentamentos entre policiais e ativistas na praça Taksim, no centro de Istambul, o clima no início da tarde no local estava mais calmo, embora carregado de tensão, com o espaço dividido entre agentes e manifestantes. Centenas de policiais descansavam à sombra de blindados armados com canhões de água, mas já sem atacar os manifestantes, que por sua vez aguardavam em frente aos veículos.

A tensão chegou ao seu auge pouco depois do meio-dia, quando um grupo de agentes subiu as escadas do parque Gezi, em uma aparente tentativa de tomar o controle da área, apesar das reiteradas promessas do governador de Istambul de que não se investiria no acampamento feito no local pelos ativistas.

"Encontraram com uma multidão de manifestantes que não os deixou passar, e pouco a pouco fomos empurrando eles para fora, sem que houvesse violência", relatou pouco depois à Agência Efe uma estudante.

A jovem disse que as batalhas com coquetéis molotov, que ocorreram na praça desde a madrugada, dava a polícia um pretexto para intervir no parque, cujos ocupantes se pronunciaram majoritariamente contra o uso da força. Pode haver infiltrados entre nós, ninguém sabe, não está claro", afirmou a estudante, que considerou "suspeito" o comportamento dos ativistas mais violentos.

Segundo as ativistas, ao término da jornada de trabalho desta terça-feira, várias marchas cidadãs se dirigirão para a praça Taksim.

A Plataforma de Solidariedade à Taksim, criada para proteger o parque Gezi de um projeto urbanístico, convocou todos que apoiam os protestos antigovernamentais a comparecerem na área verde. O grupo afirma que as autoridades não atenderam nenhuma de suas demandas, como assegurar que o parque será respeitado, liberar os detidos nas duas semanas de protestos e acabar com a violência policial.

EFE   
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