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Turquia: governo reconhece protestos "legítimos", mas condena violência

4 jun 2013
07h34
atualizado às 07h49
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O vice-primeiro-ministro da Turquia, Bülent Arinç, disse nesta terça-feira que os protestos contra a demolição de um parque em Istambul são "legítimos e justos", mas condenou o uso da violência.

Em entrevista coletiva concedida em Ancara após uma reunião com o presidente turco, Abdullah Gül, o número dois do governo islamita moderado reconheceu que "a violência exagerada da polícia no começo dos incidentes no parque provocaram uma reação".

"Estamos abertos a todas as reações mas não deve haver violência. A reação do povo no parque foi legítima e justa, mas esta reação legítima foi utilizada com abuso por grupos marginais ilegais", afirmou o vice-primeiro-ministro turco, que se desculpou pela repressão. "Peço desculpas aos que sofreram a violência por serem sensíveis às questões ambientais".

Bulent Arinc ainda afirmou que o governo respeita os "distintos estilos de vida" de todos os cidadãos. "As diferenças constituem a maior riqueza da Turquia. Nosso governo respeita e é sensível aos distintos estilos de vida", afirmou. 

Após uma nova noite de mobilização e confrontos em várias cidades turcas, a Confederação de Sindicatos do Setor Público (KESK) convocou uma greve de duas horas nesta terça-feira. "O terror exercido pelo Estado contra as manifestações totalmente pacíficas ocorreu de tal maneira que ameaça a vida dos civis", afirma uma nota do sindicato, que alega ter 240 mil afiliados. "A brutalidade da repressão traduz a hostilidade contra a democracia por parte do governo", completa a nota.

Um jovem de 22 anos morreu na segunda-feira em um hospital depois de ter sido atingido por um tiro durante uma manifestação no sul da Turquia, a segunda vítima fatal dos confrontos no país. Segundo o parlamentar Abdullah Comert, do Partido Republicano do Povo (CHP), o principal da oposição, o jovem era membro da ala jovem do CHP.

As manifestações afetam o país há quase uma semana em protesto contra a política do islamita Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP) de Erdogan. A polícia utilizou na madrugada desta terça-feira bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar centenas de manifestantes em Ancara e Istambul, informou a TV turca.

Em Ancara, no bairro de Kavaklidere, a polícia disparou balas de borracha contra os manifestantes, segundo a CNN-Türk. Em Istambul, os policiais dispararam dezenas de bombas de gás lacrimogêneo em cerca de 500 manifestantes no bairro de Gümüssuyu, onde barracas tinham sido montadas.

Com informações das agências AFP e EFE

Fonte: Terra
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