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Suspeitos de ataque em revista são vistos no Norte da França

O gerente de um posto de combustível situado perto de Villers-Cotteret reconheceu os dois homens suspeitos

8 jan 2015 08h45
| atualizado às 13h18
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<p>Policiais e bombeiros socorrem vítimas do atentado aos escritórios da revista Charlie Hebdo, em 7 de janeiro</p>
Policiais e bombeiros socorrem vítimas do atentado aos escritórios da revista Charlie Hebdo, em 7 de janeiro
Foto: Philippe Wojazer / AP

Os dois suspeitos do atentado contra o jornal francês Charlie Hebdo foram vistos na manhã desta quinta-feira no Norte da França a bordo de um automóvel Clio cinza e com armas de guerra, indicaram fontes próximas da investigação.

O gerente de um posto de gasolina perto da pequena cidade de Villers-Cotterêts, em Aisne, a 100 km de Paris, “reconheceu formalmente os dois homens suspeitos de terem participado no atentado ao Charlie Hebdo”, explicou uma das fontes.

Os dois homens portavam rifles kalachnikov e lança-foguetes, confirmou outra fonte, adiantando que a placa do carro em que estavam “não corresponde ao veículo”.

Um policial disse que as brigadas de intervenção “receberam ordem para se equipar com espingardas de assalto e equipamento de proteção”.

<p>Suspeitos foram vistos em carro no norte do país</p>
Suspeitos foram vistos em carro no norte do país
Foto: Twitter / Reprodução

Agentes de diversos corpos de elite das forças da ordem francesas, como o RAID e o GIGN, foram desdobrados pela zona para tentar localizá-los, apoiados por helicópteros. Nas entradas ao norte de Paris foram colocados controles com guardas armados com fuzis e equipamentos de proteção perante a possibilidade que tentem voltar à capital. 

O ex-ministro do Interior Claude Guéant ressaltou à "France Info" que "não há dúvida de que eles serão detidos", embora disse não dispõe de informações precisas.

Os procurados são os irmãos Chérif e Said Kouachi, de 32 e 34 anos, respectivamente, suspeitos da autoria do ataque em Paris que causou 12 mortos. 

Chérif é um jihadista conhecido dos serviços antiterroristas franceses, tendo sido condenado em 2008 a três anos de prisão, pela participação numa rede de envio de combatentes para a Al Qaeda, no Iraque.

O terceiro suspeito do atentado ao Charlie Hebdo, de 18 anos, foi detido depois de se entregar às autoridades.

Com informações da EFE

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