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Europa

Rússia pede reunião urgente no Conselho de Segurança da ONU

Porta-voz anunciou pedido da Rússia para reunião de emergência sobre crise na Ucrânia, que prepara retaliação militar no leste do país

13 abr 2014 - 16h33
(atualizado às 17h05)
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<p>A Rússia pediu uma reunião de emergência para resolver crise no leste da Ucrânia, que prepara intervenção armada no leste do país</p>
A Rússia pediu uma reunião de emergência para resolver crise no leste da Ucrânia, que prepara intervenção armada no leste do país
Foto: AP

A Rússia quer uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU dedicada à crise no leste da Ucrânia, anunciou o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Alexandre Lukashevich.

"A Rússia vai levar a situação da crise no leste da Ucrânia ante o Conselho de Segurança da ONU e ante a OSCE", a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, acrescentou.

Mais cedo, a Rússia acusou os líderes ucranianos de promoverem uma "guerra contra seu próprio povo", e denunciou planos de Kiev para envolver o Exército em uma operação antiterrorista contra separatistas pró-Moscou.

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"Nós exigimos que aqueles que derrubaram o governo legítimo da Ucrânia parem imediatamente de promover uma guerra contra seu próprio povo", afirmou o ministério das Relações Exteriores russo em um comunicado.

A fonte acrescentou que estava "especialmente insultada" com a decisão de Kiev de usar armas contra os militantes que desejam se integrar à Rússia.

Ucrânia prepara retaliação militar no leste do país

O presidente ucraniano interino, Oleksandr Turchynov, anunciou uma grande "operação militar anti-terror" será lançada depois que edifícios do governo foram tomados por grupos pró-Rússia em diversas cidades no leste do país nos últimos dias.

Em um discurso em cadeia nacional, Turchynov disse que não permitirá que a Rússia repita a situação da Crimeia, república autônoma que foi anexada pela Federação Russa no mês passado, se repita. "O agressor continua a incitar a desordem no leste do país", disse Turchynov.

Ele ainda afirmou que não punirá os membros de grupos pró-Rússia que entregarem suas armas até a manhã de segunda-feira.

Hoje mais cedo, o secretáro-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, já havia expressado preocupação com a crise nesta região da Ucrânia e traçou paralelos entre os novos ataques e o ocorrido na Crimeia.

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Ele disse que "o ressurgimento de homens com armas russas e um uniforme idêntico sem insígnias,que foram usados por tropas russas durante a tomada ilegal da península, é algo grave".

Envolvimento russo

Uma fonte da BBC na Otan afirmou que o órgão acredita que forças russas estiveram envolvidas nas invasões de edifícios do governo.

"O aviso de Rasmussen é claro e direto ao ponto", diz Johnathan Marcus, correspondente diplomático da BBC. "O medo é que o governo russo esteja usando a falta de clareza nestes atos para ganhar tempo. Ao mesmo tempo, ameaça que qualquer resposta da Ucrânia só tornará a situação pior."

Coordenado e profissional

Neste domingo, a embaixadora americana na ONU, Sarah Power, também disse acreditar no "envolvimento de Moscou" nestes recentes ataques.

"É algo coordenado e profissional. Não há nada de amador nisso", disse Power em entrevista à ABC News.

O Kremlin negou sua participação.

O leste da Ucrânia tem uma grande população de origem russa e vive uma série de protestos desde que o então presidente Viktor Yanukovych foi deposto, em fevereiro.

Com informações da BBC e AFP. 

Fonte: Terra
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