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Rússia identifica suposto autor de ataque em São Petersburgo

4 abr 2017
08h12
atualizado às 09h20
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O comitê que investiga a explosão na rede de metrô de São Petersburgo, segunda maior cidade da Rússia, confirmou nesta terça-feira (4) que o suposto autor do ataque foi identificado. Contudo, seu nome permanece sob sigilo para "ajudar" o inquérito.

Imagem de câmeras de segurança mostram o suposto autor da explosão no metrô russo
Imagem de câmeras de segurança mostram o suposto autor da explosão no metrô russo
Foto: Reuters

Os restos mortais foram encontrados no terceiro vagão do trem atingido pelo ataque, o que confirmaria a hipótese de um ato suicida. "Especialistas do comitê investigativo russo, trabalhando com a FSB [agência de inteligência] e o Ministério do Interior, estabeleceram que o artefato explosivo pode ter sido detonado por um suspeito masculino cujos restos fragmentados foram achados dentro do terceiro carro", disse a porta-voz do órgão, Svetlana Petrenko.

Mais cedo, fontes dos serviços de inteligência da ex-república soviética do Quirguistão haviam dito à imprensa local que o terrorista era um cidadão russo de origem quirguiz. No entanto, na noite da última segunda-feira (3), um site de São Petersburgo chegou a divulgar que o agressor era originário do Cazaquistão, país que também fazia parte da União Soviética.

O atentado ocorreu entre as estações Sennaya Ploshchad e Tekhnologichesky Institut, na linha azul, que percorre a cidade no sentido norte-sul, e deixou ao menos 14 mortos, segundo o último balanço do Ministério da Saúde. Apesar da explosão, o condutor ainda levou o trem até a parada Tekhnologichesky Institut para facilitar o resgate.

Inicialmente, falou-se em duas bombas, mas logo ficou claro que apenas uma havia explodido, provavelmente no terceiro vagão da composição. Pouco depois, um artefato contendo 1 kg de TNT foi achado em outra estação da cidade, mas o explosivo foi desarmado pelas forças de segurança. O material deve ter sido igual à aquele utilizado na bomba detonada.

Presidente Vladmir Putin deposita flores do lado de fora de estação do metrô após atentado
Presidente Vladmir Putin deposita flores do lado de fora de estação do metrô após atentado
Foto: Reuters

Nesta terça, um novo alarme fechou novamente a estação Sennaya Ploshchad, mas nada foi encontrado. Há diversos grupos que teriam interesse em atacar a Rússia, a começar pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI), que é alvo de bombardeios de Moscou, aliada do presidente Bashar al Assad, na Síria. Se essa hipótese se confirmar, terá sido o primeiro ataque da milícia em solo russo.

O EI reivindica o abatimento de um avião da Rússia que voava entre Sharm el Sheikh, no Egito, e São Petersburgo. Sua queda ocorreu na península egípcia do Sinai, em outubro de 2015, e deixou 224 mortos. Rita Katz, diretora do "Site", portal que monitora a atividade de extremistas na internet, relata que os canais ligados ao Estado Islâmico estão "relativamente quietos" e com pouca comemoração.

Hipóteses mais "tradicionais" apontariam para uma explosão causada por terroristas da Chechênia e do Daguestão, repúblicas russas que abrigam movimentos separatistas. Grupos dessas duas regiões já cometeram atentados nas principais cidades da Rússia, como Moscou e São Petersburgo, inclusive contra o sistema de transporte público. 

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Fonte: Ansa
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