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Papa Francisco nomeia arcebispo do Rio de Janeiro como novo cardeal

12 jan 2014
12h23
atualizado às 14h10

O papa Francisco anunciou neste domingo a criação dos dezesseis primeiros cardeais eleitores - com menos de 80 anos - de seu pontificado, entre eles o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta.

Além do brasileiro, Francisco nomeou outros quatro novos eleitores latino-americanos, de Argentina, Chile, Haiti e Nicarágua, quatro italianos, dois europeus (um alemão e um britânico), um canadense, dois africanos (Costa do Marfim e Burkina Faso) e dois asiáticos (Coreia do Sul e Filipinas).

Francisco também nomeou outros três cardeais eméritos, sem poder de voto em caso de conclave para eleger um novo pontífice, de Itália, Espanha e Santa Lúcia.

O anúncio foi feito ao término do Ângelus dominical a partir da janela do Palácio Apostólico diante dos milhares de peregrinos presentes na Praça de São Pedro.

Os 19 novos cardeais receberão o barrete e o anel cardinalício no dia 22 de fevereiro no Vaticano, no primeiro consistório do pontificado de Francisco.

Dos 16 com direito a voto no conclave, doze são arcebispos a cargo de cidades grandes e apenas quatro trabalham na Cúria romana, a administração central.

O Papa argentino, que defende uma igreja pobre para os pobres, designou personalidades provenientes de comunidades esquecidas e periféricas, como ele mesmo define, entre eles os arcebispos de Haiti, Chibly Langlois, Costa do Marfim, Jean-Pierre Kutwa, e Burkina Faso, Philippe Nakellentuba Ouédraogo.

Os novos cardeais latino-americanos são o nicaraguense Leopoldo José Brenes Solórzano, arcebispo de Manágua, o argentino Mario Aurelio Poli, arcebispo de Buenos Aires e seu sucessor na liderança da igreja de seu país, e o chileno Ricardo Ezzati Andrello, arcebispo de Santiago do Chile, além do haitiano Langlois e do brasileiro Dom Orani Tempesta.

Entre os novos nomeados com direito a voto também figuram o italiano Pietro Parolin, ex-núncio na Venezuela e atual secretário de Estado, ou seja, número dois, o guardião do dogma, o conservador alemão Gerhard Ludwig Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, e o italiano Lorenzo Baldisseri, secretário geral do Sínodo de Bispos, homem de confiança de Francisco, que prepara as grandes assembleias de bispos que serão realizadas em 2014 e 2015, e que deverão mudar a cara da instituição.

Outro italiano, Beniamino Stella, prefeito da Congregação para o Clero, também receberá o anel e o barrete cardinalícios.

Por fim, completam a lista de novos cardeais eleitores o britânico Vincent Gerard Nichols, o canadense Gérald Cyprien Lacroix, o sul-coreano Andrew Yeom Soo jung, o filipino Orlando B. Quevedo e o italiano Gualtiero Bassetti.

Já entre os três cardeais eméritos nomeados, que não poderão votar no conclave por terem mais de 80 anos, figura o espanhol Fernando Sebastián Aguilar, emérito de Pamplona e uma das figuras mais progressistas da igreja espanhola, exemplo de religioso que não entra nos jogos de poder existentes na Igreja.

Junto a ele receberá o título de cardeal emérito o italiano que foi o secretário pessoal de João XXIII, Loris Capovila, e Kelvin Edward Felix, arcebispo emérito de Castries, Santa Lúcia.

Com as novas criações, o número de membros do Colégio Cardinalício se eleva a 218, dos quais 122 são eleitores em caso de um conclave para eleger um novo Papa.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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