Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Papa Francisco

Cardeal nova-iorquino seria um papa acessível e brincalhão

Timothy Dolan, 63 anos, acha mais seguro apostar no New York Mets (time de beisebol com fama de perdedor) do que em seu nome para o cargo

4 mar 2013 - 16h32
(atualizado às 17h50)
Compartilhar
Exibir comentários

O cardeal Timothy Dolan, 63 anos, arcebispo de Nova York, está na lista dos mais cotados para substituir o papa Bento XVI no Vaticano. Entre os 117 cardeais que votam no Conclave, Dolan se destaca pelo bom humor: está sempre sorrindo e não perde a oportunidade de fazer piadas. Caso seja eleito, sua personalidade pode ajudar a Igreja Católica a reconstruir uma imagem danificada por escândalos sexuais e divisões internas.

Dolan segura uma camisa do New York Mets durante uma visita ao estádio da equipe de beisebol
Dolan segura uma camisa do New York Mets durante uma visita ao estádio da equipe de beisebol
Foto: AFP

Nesta última semana, Dolan afirmou para a mídia americana que a experiência de disputar a vaga do Papa é tão legal que até supera 'a vez que conheceu o ator Clint Eastwood'. E quando um repórter perguntou o que achava dos fiéis que têm apostado no seu nome em sites de apostas sobre o novo Papa, ele foi enfático: 'Acho mais seguro apostar no Mets'. Só que o Mets é um time de beisebol de Nova York que tem a maior fama de perdedor.

Piadas à parte, caso seja escolhido para o trono do Vaticano, o bom humor de Dolan pode ajudar a Igreja Católica a melhorar uma imagem desgastada diante dos fiéis. Há mais de duas décadas a instituição vem sendo vinculada a escândalos de abusos sexuais, e mais recentemente recebe críticas pelas disputas internas pelo poder, expostas graças ao mordomo do Papa.

Segundo o padre Eugene Hemrick, 75 anos, amigo de Dolan desde a década de 1980, a igreja precisa de um líder como ele, popular e acessível. "Quando saio para jantar com ele sempre me divirto e me sinto livre para expressar minhas opiniões", afirma. Hemrick é Pesquisador da Universidade Católica e padre na Igreja Saint Joseph, em Washington D.C.

A idade de Dolan, 63 anos, também é vista como uma vantagem na disputa papal. É possível que a igreja valorize um candidato jovem depois que João Paulo II chegou a governar incapacitado e o papa Bento XVI pediu para se afastar por problemas de saúde. "Existem muitas divisões na Igreja e nós precisamos de alguém que seja jovem e cheio de energia para lidar com isso", acredita.

Timothy Dolan conduz a missa de Quarta-Feira de Cinzas na Catedral de São Patrício, em Nova York, em 13 de fevereiro
Timothy Dolan conduz a missa de Quarta-Feira de Cinzas na Catedral de São Patrício, em Nova York, em 13 de fevereiro
Foto: AFP

Ao seu favor, o Cardeal também tem a prática de liderar 2.5 milhões de católicos na sua congregação de Nova York, que dirige desde 2009. Além disso, há dois anos ocupa o cargo de Presidente da Confederação Norte-americana de Bispos. O seu trabalho e sua popularidade entre os fiéis fizeram com que, em 2012, fosse elevado a Cardeal  pelo papa Bento XVI.

Primeiro papa norte-americano?

Mas o fato de Dolan ser norte-americano pode ser uma desvantagem na corrida papal. Apenas 23,9% dos americanos são católicos, enquanto 51% são protestantes, de acordo com pesquisa de 2007 do Instituto Pew. E o Vaticano já expressou diversas críticas à política internacional dos Estados Unidos, como por exemplo sobre o embargo a Cuba, durante visita do Papa à ilha em 2012.

Por outro lado, a Igreja Católica nos Estados Unidos é considerada uma das divisões mais organizadas da instituição, o que poderia ajudar numa nova fase. "Eu acho que agora a Igreja precisa de muita organização para limpar a casa, porque as pessoas criam raízes e não querem sair dos postos de poder", afirma Hemrick. Para ele, o papa Bento XVI não teve boas companhias enquanto reinou no Vaticano.

Para os Estados Unidos, um papa americano significaria novo sangue aos debates políticos entre democratas e conservadores, em temas como como aborto e casamento gay. "Um papa americano seria um incentivo para os políticos conservadores de Washington", celebra o padre, que recebe muitos deles na sua igreja, que fica há duas quadras do Capitólio.

Fonte: Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade