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Reino Unido envia 6 caças ao Chipre para "proteger" interesses

29 ago 2013 - 06h58
(atualizado às 08h11)
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Avião militar sobrevoa base aérea britânica em Limassol, no Chipre
Avião militar sobrevoa base aérea britânica em Limassol, no Chipre
Foto: AP

O governo do Reino Unido enviou nesta quinta-feira seis aviões caça ao Chipre como medida "de precaução" para "proteger os interesses britânicos" na região perante a crise síria, afirmou um porta-voz do Ministério da Defesa.

"Como parte do plano de contingência em andamento, nesta manhã enviamos seis caças Typhoon das Forças Aéreas britânicas a Akrotiri, no Chipre", apontou o porta-voz oficial, que ressaltou que esse desdobramento "não é parte de nenhuma ação militar contra a Síria".

Segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido, o desdobramento dos aviões de ataque é uma medida de precaução para assegurar a "proteção dos interesses britânicos e a defesa das bases" britânicas "em um momento de forte tensão na região".

"O primeiro-ministro (David Cameron) deixou claro que não foi adotada nenhuma decisão sobre nossa resposta (à crise) e o Governo disse que haverá uma votação nos Comuns antes de um envolvimento militar direto", especificou o porta-voz do Executivo de Londres.

Os aviões caças tipo Typhoon que foram desdobrados estão equipados com avançados mísseis aéreos de meio e curto alcance, assim como com um canhão de combate, segundo as Forças Aéreas britânicas.

O Exército do Reino Unido considera as bases britânicas no Chipre como pontos estratégicos na região. Atualmente, nessas bases britânicas, a Defesa tem desdobrados cerca de 2,5 mil pessoas, entre militares e civis, que são acompanhanhados de cerca de três mil parentes.

O desdobramento dos caças coincide com a votação parlamentar que será realizada hoje com caráter de urgência para debater o princípio do uso de medidas militares como reação ao suposto ataque químico cometido no último dia 21 perto de Damasco pelo regime de Bashar al Assad.

Independentemente de qual seja o resultado desta votação, Londres esperará o relatório dos inspetores no terreno da ONU antes de tomar uma decisão sobre seu possível envolvimento em um ataque à Síria.

EFE   
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