Prostitutas desistem de acusar Strauss-Khan de lenocídio
Advogados de 4 prostitutas que participaram de festas sexuais organizadas para Dominique Strauss-Khan, ex-presidente do FMI, desistiram de pedir reparação por danos
Dois advogados dos autores da ação judicial contra o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, no processo por lenocídio, anunciaram nesta segunda-feira, véspera das alegações da promotoria, que vão retirar suas queixas.
"As Equipes da Ação contra o Proxenetismo retiram sua acusação contra Dominique Strauss-Kahn", declarou ao tribunal de Lille (norte da França), o advogado da associação, David Lepidi.
Gilles Maton, o advogado que defende as quatro prostitutas envolvidas no caso, duas das quais também processam Strauss-Kahn, também anunciou que elas vão abandonar o pedido de reparação por danos, contra o ex-diretor do FMI, afirmando que seria muito difícil provar as acusações,
O ex-diretor do FMI é acusado de fazer parte de uma rede de prostituição montada por um grupo de amigos. Ele é suspeito de organizar festas em que sabia que prostituas estavam envolvidas, entre 2008 e 2011 na cidade de Lille, no norte da França, Washington, Bruxelas e Paris.