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Polônia cria polêmica lei sobre Holocausto; Israel protesta

Lei impede que poloneses sejam considerados cúmplices de crimes

1 fev 2018
08h01
atualizado às 08h15
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O Senado da Polônia aprovou nesta quinta-feira (1) uma polêmica lei que impede que o país seja citado como "cúmplice" ou "coautor" dos crimes cometidos durante o regime nazista na Segunda Guerra Mundial.

Auschwitz foi maior campo de concentração nazista
Auschwitz foi maior campo de concentração nazista
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A votação, que se estendeu pela madrugada por conta dos protestos da oposição, contou com 57 votos a favor, 23 contra e duas abstenções. O texto já havia sido aprovado na Câmara Baixa, durante a última semana, e agora segue para a sanção presidencial.

Com isso, quem atribuir à Polônia as acusações sobre o período, como chamar o campo de concentração de Auschwitz como "campo da morte polonês", poderá pegar até três anos de prisão e pagar uma pesada multa.

Como havia ocorrido na primeira votação, Israel criticou muito o projeto. O ministro de Construção, Yoav Gallat, repetiu a afirmação do premier Benjamin Netanyahu e afirmou que a lei é um "caso de negação do Holocausto".

 "A memória de seis milhões de judeus assassinados é mais forte do que qualquer lei. Protegeremos a memória deles e faremos nossa lição: a capacidade de nos defender de nós mesmos", disse ainda.

Também um comitê de senadores do Estados Unidos havia pedido para barrar a nova legislação, bem como o Departamento de Estado do país "convidou" os senadores a "não dar um passo atrás e piorar as relações entre EUA e Polônia".

O documento afirma que todos os que falarem publicamente algo, em solo polonês ou no exterior, "que atribua à nação polonesa ou ao Estado polonês a responsabilidade, ou a corresponsabilidade, dos crimes cometidos pelo Terceiro Reich alemão ou ainda os crimes contra a humanidade, contra a paz ou outros crimes cometidos durante a guerra".

Auschwitz, o maior campo da morte de judeus pelos nazistas, fica na Polônia, assim como outras estruturas de tortura dos comandados de Adolf Hitler.

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Ansa - Brasil   
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