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Polícia toma navio que impedia entrega de petróleo à Holanda

A embarcação era tripulada pelos ativistas do Greenpeace detidos no Ártico pela Rússia, em 2013

1 mai 2014 - 14h02
(atualizado às 14h29)
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<p>O navio do Greenpeace participa de protesto, junto de parapentes e barcos infláveis, perto do petroleiro Mikhail Ulianov, no porto de Roterdã, na Holanda, nneste 1º de maio</p>
O navio do Greenpeace participa de protesto, junto de parapentes e barcos infláveis, perto do petroleiro Mikhail Ulianov, no porto de Roterdã, na Holanda, nneste 1º de maio
Foto: AP

A polícia holandesa invadiu um navio do Greenpeace nesta quinta-feira para evitar que ambientalistas impedissem que a entrega da primeira leva de petróleo da nova plataforma de perfuração russa no Ártico chegasse a Roterdã.

O navio Rainbow Warrior é tripulado pelos ativistas que foram detidos no ano passado no Ártico pela Rússia, disse o Greenpeace, que se opõe à extração de petróleo no mar ártico pela catástrofe que afirma poder ocorrer no frágil ecossistema.

A polícia disse que os ativistas renegaram um acordo que haviam feito com as autoridades do porto para não interferir fisicamente com o navio durante seu protesto. Um fotógrafo da Reuters disse que os ativistas estenderam faixas com os dizeres "Nada de petróleo do Ártico" do navio russo.

<p>Segundo um fotógrafo da <em>Reuters, </em>os ativistas estenderam faixas com os dizeres "Nada de petróleo do Ártico" do navio russo</p>
Segundo um fotógrafo da Reuters, os ativistas estenderam faixas com os dizeres "Nada de petróleo do Ártico" do navio russo
Foto: AP

"O barco russo é muito grande, tem cerca de 250 metros de comprimento, e há preocupações com a segurança quando você tenta impedir que atraque", afirmou o porta-voz da polícia de Roterdã, Roland Ekkers.

Ele disse que 30 ambientalistas haviam sido detidos em uma sala do Rainbow Warrior até que este atracasse, quando o capitão foi preso. O petroleiro Mikhail Ulyanov entrou no porto desimpedido.

"O petróleo do Ártico representa uma nova e perigosa forma de dependência das gigantes estatais de energia russas no exato momento no qual deveríamos estar nos libertando de sua influência", disse o diretor-executivo do Greenpeace, Kumi Naidoo, em um comunicado.

As tensões entre Rússia e Ucrânia levaram muitos analistas a alertar que a Europa depende demais do gás russo, e alguns chegaram a dizer que a dependência energética europeia da Rússia torna caro demais impor sanções ao país.

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