Pedidos de ajuda de Elisabeth Fritzl poderiam ser ouvidos
Diferente do que se pensava até então, o porão onde Josef Fritzl manteve a filha Elisabeth e os filhos que teve com ela presos durante 24 anos não tinha isolamento acústico. O dado está em um livro sobre o caso publicado recentemente, informa neste terça o jornal The Telegraph.
Em The Crimes of Josef Fritzl: Uncovering the Truth (Os crimes de Josef Fritzl: Descobrindo a verdade, em tradução livre), Stefanie Marsh e Bojan Pancevski afirmam que os gritos de socorro de Elisabeth teriam sido "muito audíveis" para os moradores de apartamentos acima, alugados por Fritzl. A informação estaria baseada em um relatório feito pelo engenheiro de som Peter Kopecky.
"O resultado da investigação de Kopecky ... mostrou um cenário quase terrível demais de se observar: as pessoas que viviam sobre ela eram capazes de ouvir, mas nunca tinham sido capazes de identificar como algo fora do normal os ruídos que ocasionalmente vinham do porão", escrevem os autores.
A informação contraria a afirmação da ministra da Justiça austríaca, que, antes do julgamento de Fritzl, afirmou "você nunca pode prever este tipo de coisa", sugerindo que as pessoas que viviam perto tinham sido curiosas e questionado os ruídos, fazendo com que o martírio de Elisabeth terminasse.
O livro conta ainda que Fritzl está escrevendo suas memórias na prisão, em Viena, para onde foi após a condenação por escravidão, incesto e assassinato; e como Elisabeth, então com 18 anos, foi presa no porão depois de uma discussão com o pai, em 29 de agosto de 1984.