Obama assegura que seguirá aliado da UE e do Reino Unido
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, garantiu neste sábado que após o "Brexit" seu país seguirá sendo "amigo, aliado e parceiro comercial" tanto da União Europeia (UE) como do Reino Unido e aconselhou as partes a não negociar com dureza para não prejudicar suas economias e as do resto do mundo.
Em entrevista coletiva em Varsóvia após o final da cúpula da Otan, Obama se mostrou convencido de que é interesse de ambas partes que as negociações saiam bem.
Após lembrar que são importantes parceiros comerciais, pediu que, uma vez que o Reino Unido invoque o artigo 50 e comunique a seus sócios sua decisão de deixar a UE, isso seja negociado de forma "sensível".
Sem prejulgar essas conversas, lembrou que a globalização é um processo imparável e se mostrou convencido que "é possível obter enormes benefícios dessa integração global", também da integração europeia.
O importante, segundo sua opinião, é reconhecer a existência de riscos nessa integração, que pode aumentar as desigualdades e prejudicar as classes trabalhadoras, e atuar frente a eles para conseguir uma sociedade inclusiva.
Em relação à imigração, um dos grandes debates no Reino Unido durante a campanha prévia ao plebiscito do "Brexit", garantiu que, pela experiência americana, esta foi benéfica de todos os pontos de vista, desde o econômico até o cultural.
Neste contexto fez também referência à crise dos refugiados na Europa e voltou a elogiar o comportamento da chanceler, Angela Merkel, apesar das tensões políticas e orçamentárias que sofreu.
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