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Islandesa chamada "menina" luta para usar nome dado pela mãe

4 jan 2013 - 10h22
(atualizado às 10h37)
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Uma adolescente de 15 anos está processando o Estado da Islândia pelo direito de usar o nome dado a ela por sua mãe, Blaer. A alcunha, que significa "brisa leve" em islandês, não está na lista dos nomes aprovados pelo governo do país e, por causa disso, ela não possui uma identificação oficial.

Blaer Bjarkardottir (esq.), 15 anos, é fotografada ao lado de sua mãe, Bjork Eidsdottir, em Reykjavik
Blaer Bjarkardottir (esq.), 15 anos, é fotografada ao lado de sua mãe, Bjork Eidsdottir, em Reykjavik
Foto: AP

Como outros países europeus, como a Alemanha e a Dinamarca, a Islândia tem regras oficiais para como bebês podem ser chamados. Existe uma lista com 1.712 nomes masculinos e 1.853 femininos que se encaixam nas regras de gramática e pronúncia que têm o objetivo de proteger as crianças de constrangimento. Os pais ainda podem fazer um pedido a um comitê especial que tem o poder de dizer sim ou não.

No caso de Blaer, a mãe da adolescente descobriu que o nome não estava no Registro de Nomes Pessoais do país apenas quando o padre que batizou a criança lhe disse posteriormente que tinha o permitido por engano. "Eu não tinha ideia de que o nome não estava na lista, a famosa lista de nomes dos quais você pode escolher", disse Bjork Eidsdottir, acrescentando que conhecia uma Blaer cujo nome foi aceito em 1973.

A alcunha também já tinha ficado conhecida ao ser usada pelo romancista islandês Halldor Laxness, ganhador do prêmio Nobel de literatura, em suas obras. No entanto, no caso de sua filha, o comitê recusou o nome sob a alegação de que Blaer requer um artigo masculino.

Como os sobrenomes no país são baseados no nome dos pais, a identificação pessoal tem grande importância na Islândia. Blaer oficialmente é chamada de "Stulka", menina em islandês, em todos os seus documentos, o que, segundo ela, a levou a anos de frustração enquanto tinha que explicar sua história no banco, ao renovar passaportes e para lidar com a burocracia do país.

Bjork Eidsdottir, mãe da menina, tenta agora mudar a decisão do painel na Justiça. Ela diz estar preparada para recorrer à Suprema Corte do país se tiver seu pedido negado na audiência marcada para o dia 25 de janeiro.

"Muitos nomes estranhos foram permitidos, o que torna ainda mais frustrante porque Blaer é um nome perfeitamente islandês", disse Bjork. "Parece ser um direito humano básico poder nomear um filho do jeito que você quiser, especialmente se ele não prejudica a criança de nenhum jeito. E minha filha ama seu nome", acrescenta. 

Fonte: Terra
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