Gomis agita bandeira em homenagem a vítimas na França
Aos 29 minutos do segundo tempo, Gomis garantiu o empate em 1 a 1 do time galês com o West Ham
O atacante francês Bafetimbi Gomis levou às homenagens ao atentados jihadistas que abalaram seu país à terra da Rainha, ao agitar uma bandeira da França na hora de celebrar um gol que marcou para o Swansea, neste sábado, pela 21ª rodada do Campeonato Inglês.
Aos 29 minutos do segundo tempo, Gomis garantiu o empate em 1 a 1 do time galês com o West Ham.
Depois do gol o atacante de 29 anos, que jogou com uma braçadeira negra, correu até o banco para pegar uma bandeira tricolor da França, que agitou na frente da torcida.
Gomis, que defendeu 12 vezes a seleção francesa, tem pouco espaço no time do Swansea, por ser barrado pelo marfinense Wilfried Bony, mas aproveitou a convocação do companheiro para a Copa Africana de Nações para se destacar.
Atentados, assassinatos, sequestros e perseguições em Paris
A sede da revista Charlie Hebdo, em Paris, foi alvo de um ataque que matou 12 pessoas no dia 7 deste mês. De acordo com testemunhas, dois homens encapuzados invadiram a redação armados de fuzis e, enquanto atiravam nas pessoas que trabalhavam no local, gritaram “vamos vingar o profeta” e Allah akbar (Alá é grande). O semanário já havia sofrido diversas ameaças por publicar charges e caricaturas da figura religiosa de Maomé.
O atentado causou comoção no mundo todo. Manifestações foram organizadas com cartazes escritos "je suis Charlie" (Sou Charlie) e mãos empunhando lápis, o material de trabalho dos quatro cartunistas mortos no episódio.
Cidades da França entraram em alerta máximo para ataque terrorista e 88 mil homens das forças de segurança iniciaram uma caçada aos envolvidos no atentado. Nove pessoas foram presas no dia seguinte. Os irmãos nascidos em Paris e de pais argelinos Cherif Kuachi, 32 anos, e Said Kuachi, de 34, foram identificados como os autores dos disparos. O primeiro já havia sido condenado, em 2008, por ter atuado num grupo que enviava jihadistas ao Iraque.
Na sexta-feira, a polícia fechou o cerco após os dois irmãos, que estavam foragidos, roubarem um carro e invadirem uma fábrica na cidade de Dammartin-en-Goële, ao norte de Paris, onde mantiveram um refém.
Ao mesmo tempo, no leste de Paris, o casal Hayat Boumediene e Amedy Coulibaly mataram três pessoas em um mercado judaico e fizeram outras dez reféns. Coulibaly, que conheceria um dos irmãos Kuachi, foi identificado pela polícia como o autor dos disparos que mataram uma policial na periferia de Paris no dia anterior.
Após horas de negociações, ambos os lugares foram invadidos pela polícia. Em Dammartin-en-Goële, os irmãos foram mortos e o refém liberado. No mercado, um sequestrador foi morto, assim como um refém, e a outra terrorista permanece foragida.