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Gomis agita bandeira em homenagem a vítimas na França

Aos 29 minutos do segundo tempo, Gomis garantiu o empate em 1 a 1 do time galês com o West Ham

10 jan 2015 - 18h12
(atualizado às 21h05)
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<p>Depois de fazer gol o atacante francês correu até o banco para pegar uma bandeira da França</p>
Depois de fazer gol o atacante francês correu até o banco para pegar uma bandeira da França
Foto: Rebecca Naden / Reuters

O atacante francês Bafetimbi Gomis levou às homenagens ao atentados jihadistas que abalaram seu país à terra da Rainha, ao agitar uma bandeira da França na hora de celebrar um gol que marcou para o Swansea, neste sábado, pela 21ª rodada do Campeonato Inglês.

Aos 29 minutos do segundo tempo, Gomis garantiu o empate em 1 a 1 do time galês com o West Ham.

Depois do gol o atacante de 29 anos, que jogou com uma braçadeira negra, correu até o banco para pegar uma bandeira tricolor da França, que agitou na frente da torcida.

Gomis, que defendeu 12 vezes a seleção francesa, tem pouco espaço no time do Swansea, por ser barrado pelo marfinense Wilfried Bony, mas aproveitou a convocação do companheiro para a Copa Africana de Nações para se destacar.

Atentados, assassinatos, sequestros e perseguições em Paris

A sede da revista Charlie Hebdo, em Paris, foi alvo de um ataque que matou 12 pessoas no dia 7 deste mês. De acordo com testemunhas, dois homens encapuzados invadiram a redação armados de fuzis e, enquanto atiravam nas pessoas que trabalhavam no local, gritaram “vamos vingar o profeta” e Allah akbar (Alá é grande). O semanário já havia sofrido diversas ameaças por publicar charges e caricaturas da figura religiosa de Maomé.

Líderes mundiais confirmam presença em manifestação em Paris:

O atentado causou comoção no mundo todo. Manifestações foram organizadas com cartazes escritos "je suis Charlie" (Sou Charlie) e mãos empunhando lápis, o material de trabalho dos quatro cartunistas mortos no episódio.

Cidades da França entraram em alerta máximo para ataque terrorista e 88 mil homens das forças de segurança iniciaram uma caçada aos envolvidos no atentado. Nove pessoas foram presas no dia seguinte. Os irmãos nascidos em Paris e de pais argelinos Cherif Kuachi, 32 anos, e Said Kuachi, de 34, foram identificados como os autores dos disparos. O primeiro já havia sido condenado, em 2008, por ter atuado num grupo que enviava jihadistas ao Iraque.

Na sexta-feira, a polícia fechou o cerco após os dois irmãos, que estavam foragidos, roubarem um carro e invadirem uma fábrica na cidade de Dammartin-en-Goële, ao norte de Paris, onde mantiveram um refém.

Ao mesmo tempo, no leste de Paris, o casal Hayat Boumediene e Amedy Coulibaly mataram três pessoas em um mercado judaico e fizeram outras dez reféns. Coulibaly, que conheceria um dos irmãos Kuachi, foi identificado pela polícia como o autor dos disparos que mataram uma policial na periferia de Paris no dia anterior.

Após horas de negociações, ambos os lugares foram invadidos pela polícia. Em Dammartin-en-Goële, os irmãos foram mortos e o refém liberado. No mercado, um sequestrador foi morto, assim como um refém, e a outra terrorista permanece foragida. 

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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