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Família que estava em navio que naufragou chega a Brasília

16 jan 2012 - 23h38
(atualizado em 16/1/2012 às 09h30)
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O engenheiro civil João Squeff, um dos brasileiros a bordo do navio que naufragou na costa da Itália, afirmou que viveu uma das experiências mais terríveis de sua vida. Acompanhado da mulher, Roselane, e dos dois filhos, Ayke, 18 anos, e Krystal, 12 anos, ele desembarcou no início da noite deste domingo, em Brasília.

João e sua família falam a jornalistas noa Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília
João e sua família falam a jornalistas noa Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília
Foto: Agência Brasil

Segundo Squeff, no dia do acidente, na última sexta-feira, eles sentiram um impacto muito forte no navio, a luz se apagou e a embarcação começou a balançar de um lado para o outro. "A Costa (Cruzeiros) dizia que não tinha problema nenhum, que era uma falha elétrica. Aos poucos, fomos percebendo que a situação era muito grave", contou.

Ele e a família conseguiram reunir algumas roupas, um pouco de dinheiro e o cartão de crédito antes de sair do navio, por meio de botes. Mas, do outro lado da embarcação, a situação não foi tão tranquila, segundo Roselane. De acordo com ela, muita gente se machucou porque vidros quebraram nas lojas e no restaurante. Além disso, houve dificuldade para baixar os botes na água.

Eles também contaram com a ajuda da população local, que entregou toalhas e lençóis. O consulado brasileiro também prestou apoio para quem perdeu documentos. A família reclama, entretanto, da empresa responsável pelo navio, a Costa Cruzeiros. "Eles da Costa estavam muito confusos", disse Roselane.

O filho do casal, Ayke, descarta a possibilidade de repetir a experiência e de fazer uma nova viagem de navio. "Nunca mais. Na hora, passa na cabeça que você vai morrer."

O cruzeiro levava cerca de 4,2 mil pessoas e tombou na noite de sexta-feira (13), perto da Ilha de Giglio. A maior parte dos passageiros era proveniente da Itália, da Alemanha e da França. Também havia 57 brasileiros a bordo. Segundo o Itamaraty, todos os brasileiros sobreviveram. Até o início da tarde, eram contabilizadas cinco mortes devido ao naufrágio.

Naufrágio do Costa Concordia
O cruzeiro Costa Concordia naufragou na última sexta-feira, dia 13 de janeiro, após colidir em uma rocha nas proximidades da ilha de Giglio, na costa italiana da Toscana. Mais de 4,2 mil pessoas estavam a bordo. Até a manhã de segunda-feira, dia 16, seis mortes haviam sido confirmadas. Outras 16 pessoas seguiam desaparecidas: dez turistas e seis tripulantes. O Itamaraty informou que 57 brasileiros estavam a bordo do navio, mas não há indícios de que eles estejam entre as pessoas que ainda não foram encontradas.

Segundo as primeiras informações sobre as causas do acidente, o navio, que tem 290 metros de comprimento e 114,5 mil toneladas, margeava a ilha de Giglio quando bateu em uma rocha e começou a adernar. Houve pânico entre os passageiros, que reclamaram de despreparo da tripulação e luta por coletes salva-vidas. O comandante do Costa Concordia, Francesco Schettino, foi acusado de ter abandonado o navio. Ele nega, mas a empresa responsável pela embarcação se posicionou confirmando a negligência do capitão.

Agência Brasil Agência Brasil
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