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Espanha fecha espaço aéreo para aviões americanos envolvidos na guerra contra o Irã

A ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, anunciou nesta segunda‑feira (30) que o espaço aéreo do país está fechado para aviões dos EUA envolvidos na guerra contra o Irã. "O uso das bases americanas na Espanha não está autorizado e, naturalmente, o uso do espaço aéreo espanhol para ações relacionadas à guerra no Irã também não está autorizado", disse a ministra, confirmando informação publicada pelo jornal El País.

30 mar 2026 - 08h54
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Segundo o jornal, "a recusa de cooperação da Espanha complicou a operação" americana no Oriente Médio. Bombardeiros dos EUA "tiveram de contornar a Península Ibérica para entrar pelo estreito de Gibraltar", sendo obrigados "a modificar suas rotas" e sua logística.

Os aviões de combate ou de reabastecimento dos EUA que participam da operação não podem, desta forma, usar as bases de Rota (Cádiz), Morón de la Frontera (Sevilha) ou sobrevoar a Espanha a partir de países terceiros, como França ou Reino Unido. 

"O veto espanhol inclui apenas uma exceção: em caso de emergência, o trânsito ou o pouso das aeronaves envolvidas é autorizado", afirma o jornal. A ministra não comentou esse ponto.

O ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, disse em entrevista à RAC1 que nada indica que a Espanha vá receber "qualquer tipo de reprovação ou sanção". Além disso, classificou a relação com os Estados Unidos como "fluida" e ressaltou que não cogita "nem como hipótese" uma ruptura das relações com Washington.

"As empresas espanholas operam nas mesmas condições com os Estados Unidos que as francesas, alemãs ou italianas", afirmou o ministro da Economia, Carlos Cuerpo, em entrevista à rádio Cadena SER. Cuerpo lembrou ainda que as relações comerciais entre Washington e Madri ocorrem no âmbito da União Europeia. Segundo ele, "a relação comercial bilateral entre a Europa e os Estados Unidos é determinada pelos acordos que são firmados". 

Premiê é contra a guerra

O El País destaca, no entanto, que "todas as missões previstas pelo acordo bilateral com Washington permanecem vigentes" no que diz respeito às duas bases dos EUA na Andaluzia, no sul da Espanha.

O primeiro‑ministro espanhol, Pedro Sánchez, é contra a guerra desencadeada pelos Estados Unidos e Israel no Irã em 28 de fevereiro e a considera, além de "ilegal", um "grande erro". Em represália, o presidente americano Donald Trump ameaçou "cessar" todo o comércio bilateral após a recusa de Madri em permitir o uso das duas bases americanas localizadas no país na operação militar contra o Irã.

As bases de Rota (naval) e Morón (aérea) são fruto de um acordo assinado entre Washington e Madri em 1953, durante a ditadura de Franco. Além da guerra no Oriente Médio, Trump tem criticado a Espanha há meses por não elevar seus gastos militares a 5% do PIB, como prevê o novo objetivo da Otan defendido pelo governo americano.

Com agências

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