Emmanuel Macron condena guerra comercial: "É uma aberração!"
O presidente da França, Emmanuel Macron, voltou a criticar nesta segunda-feira (30) a guerra comercial iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no segundo trimestre deste ano. "Reintroduzir guerras comerciais e tarifas neste momento da vida do planeta é uma aberração", declarou o presidente francês durante conferência das Nações Unidas em Sevilha, no sul da Espanha.
O presidente da França, Emmanuel Macron, voltou a criticar nesta segunda-feira (30) a guerra comercial iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no segundo trimestre deste ano. "Reintroduzir guerras comerciais e tarifas neste momento da vida do planeta é uma aberração", declarou o presidente francês durante conferência das Nações Unidas em Sevilha, no sul da Espanha.
Macron afirmou que esta guerra comercial dificulta o combate à pobreza e às mudanças climáticas. Sem citar os Estados Unidos ou o presidente Donald Trump, o político francês criticou principalmente as tarifas impostas contra "países que estão iniciando sua decolagem econômica".
O presidente da França ainda afirmou que a Organização Mundial do Comércio (OMC) precisa ser "repensada para alinhar-se com nossos objetivos na luta contra a desigualdade e nossos objetivos climáticos".
"Mas precisamos restaurar a liberdade e a justiça no comércio internacional, muito mais do que barreiras e tarifas, que são criadas pelos mais fortes e que, muitas vezes, são usadas como chantagem, e não como instrumentos de reequilíbrio".
Além desta guerra comercial, o presidente francês disse que "as tensões nas finanças públicas em muitos países ricos colocaram maiores restrições à capacidade de financiar a solidariedade internacional".
Macron voltou a defender em Sevilha uma reforma do sistema financeiro internacional que lhe permita combater simultaneamente a pobreza e o aquecimento global. O presidente francês lembrou que a ideia central do 4P, que é o Pacto para o Progresso, as Pessoas e o Planeta, lançado em Paris em 2023 e que, atualmente, reúne 73 países.
Oposição de Macron ao Mercosul
Na semana passada, o presidente da França voltou a afirmar que o tratado atual entre a União Europeia e o Mercosul é inaceitável para os franceses. Para Macron, é preciso uma complementação no documento.
"O que buscamos não é modificar o acordo, mas enriquecê-lo com discussões adicionais entre os países sul-americanos e europeus. Precisamos ter mecanismos que protejam certos setores agrícolas que seriam totalmente desestabilizados por este acordo comercial", disse, na ocasião, Macron.
A pressão do presidente francês é feita enquanto a Comissão Europeia se prepara para iniciar o processo de ratificação do texto do documento.