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Eleições municipais na França favorecem candidatos sem alianças com extremos

As eleições municipais francesas podem ser consideradas um "ensaio geral" para a eleição presidencial de abril de 2027. Para a imprensa do país, o resultado indica que os principais partidos deverão disputar o pleito sem apostar em alianças políticas de peso.

23 mar 2026 - 07h21
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O jornal econômico Les Echos destaca que as forças políticas testaram, nas eleições municipais, praticamente todas as combinações possíveis para avaliar o comportamento do eleitorado. Em várias cidades, partidos de esquerda, direita e até os extremos experimentaram diferentes estratégias.

O novo prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, chega ao Hôtel de Ville de Vélib’ neste domingo (22).
O novo prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, chega ao Hôtel de Ville de Vélib’ neste domingo (22).
Foto: © Kenzo Tribouillard / AFP / RFI

As listas do Partido Socialista (PS), por exemplo, se uniram à França Insubmissa (LFI), de esquerda radical, mas acabaram favorecendo vitórias da direita em redutos tradicionalmente progressistas, como nas cidades de Brest, no oeste, Clermont-Ferrand, no centro, e Avignon, no sudeste.

Em Toulouse, no sul, e Limoges, no centro, a esquerda chegou a se alinhar à LFI na tentativa de derrotar os conservadores. Já em Marselha, o candidato do LFI retirou sua candidatura para permitir que o PS barrasse o Reunião Nacional (RN), de extrema direita. Para Les Echos, porém, a lição geral é que os partidos devem seguir caminhos próprios na disputa presidencial. 

Le Figaro afirma que as siglas que mantiveram coerência interna e apresentaram candidaturas alinhadas a seus polos políticos tiveram melhor desempenho. Já o Libération ressalta que a esquerda preserva o controle das três maiores cidades do país - Paris, Marselha e Lyon - ao mesmo tempo em que o líder da extrema direita, Jordan Bardella, celebra "o maior avanço da história do Reunião Nacional", com dezenas de conquistas em cidades de porte médio. 

Alianças arriscadas

Le Parisien enfatiza que algumas alianças firmadas às pressas no segundo turno trouxeram prejuízos eleitorais. Segundo o jornal, ver dirigentes do Partido Socialista admitirem ainda na noite de domingo, após o segundo turno, que a aproximação com a esquerda radical, LFI, havia sido um erro estratégico, "foi revelador." 

Para o diário, essa é a principal lição das municipais: candidatos que recusaram alianças com partidos extremos, como Emmanuel Grégoire em Paris ou Benoît Payan em Marselha, foram os que saíram vencedores. O jornal acrescenta que resultados surpreendentes - incluindo a perda de prefeituras historicamente de esquerda há mais de um século - evidenciam fraturas profundas dentro da própria sociedade francesa. 

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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