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Chefe da inteligência de Ruanda é detido em Londres

Governo de Ruanda reagiu à detenção, que chamou de loucura

23 jun 2015 - 06h57
(atualizado às 08h16)
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Chefe da inteligência de Ruanda detido em Londres a pedido da Espanha
Chefe da inteligência de Ruanda detido em Londres a pedido da Espanha
Foto: Twitter

O diretor do serviço de inteligência de Ruanda, Emmanuel Karenzi Karake, procurado pela Espanha por genocídio e por sua relação com as mortes de três voluntários espanhóis, foi detido no sábado em Londres.

Karake não pertencia ao governo hutu acusado do genocídio de tutsis, e sim ao movimento rebelde que derrubou o regime, mas este grupo também é acusado de supostos abusos.

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"Fomos informados pela polícia londrina em 20 de junho sobre a detenção do general Emmanuel Karenzi Karake, diretor dos serviços de inteligência e de segurança de Ruanda, em virtude de uma ordem de detenção europeia emitida pelas autoridades da Espanha", afirmou um porta-voz do Foreign Office (ministério britânico das Relações Exteriores).

"Karake foi detido por agentes da unidade de extradição da polícia de Londres no aeroporto de Heathrow", afirmou um porta-voz da Scotland Yard.

O general ruandês, de 54 anos, compareceu a um tribunal de Londres no sábado à tarde e terá uma nova audiência na quinta-feira.

A detenção aconteceu sete anos depois da Audiência Nacional, a principal instância penal espanhola, iniciar um processo judicial contra 40 militares ruandeses acusados de genocídio e crimes de guerra.

O Foreign Office não comentou a detenção, mas indicou que existe uma "relação profunda e antiga" entre o Reino Unido e Ruanda.

O caso apresenta semelhanças com a detenção do ditador chileno Augusto Pinochet em 1998, que passou dois anos em Londres, entre recursos e apelações, mas no final dos trâmites não foi enviado a Espanha por razões humanitárias.

O governo de Ruanda reagiu à detenção, que chamou de loucura. "A solidariedade europeia para desonrar os africanos é inaceitável. É um escândalo deter uma autoridade de Ruanda com base na loucura dos pró-genocidas", escreveu no Twitter a ministra das Relações Exteriores, Louise Mushikiwabo.

Um funcionário da chancelaria do país africano disse À AFP que a detenção é um "horror", relacionada "com as piores teorias da conspiração".

Karake, que foi entre 2008 e 2009 o número dois da Minuad, a missão de paz da ONU e da União Africana em Darfur, oeste do Sudão, é reclamado pela justiça espanhola ao lado de outras 39 pessoas por suposta responsabilidade nos massacres de civis do Exército Patriótico Ruandês (APR), braço armado da Frente Patriótica de Ruanda (FPR), o partido dominante atualmente, do presidente Paul Kagame.

A FPR foi um movimento rebelde que assumiu o poder em Ruanda em julho de 1994, acabando com o genocídio iniciado alguns meses antes, em abril, pelo regime extremista hutu que matou 800.000 pessoas, fundamentalmente tutsis.

Vídeo mostra discurso antiamericano de Osama Bin Laden:

Os documentos do processo afirmam que Karake seria, entre outras coisas, "o principal responsável pelos massacres e a 'eliminação' da população hutu em Nyakinama e em Mukingo".

Além disso, ele teria "ordenado operações contra a população civil hutu, matanças sistemáticas contra expatriados, ordenando bombardeios abertos com armamento pesado".

Finalmente, "teria conhecimento e aprovado o massacre da população civil de 1994 a 1997 nas localidades de Ruhengeri, Gisenyiey Cyangugu, incluindo a morte de três espanhóis da organização Médicos do Mundo"

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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