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Após tensão com Trump, Zelensky se reúne com Witkoff em Oslo para tentar reaproximação com EUA

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky se reuniu nesta terça-feira (20) na Noruega com o enviado dos Estados Unidos e com os líderes da Noruega e da Finlândia. A reunião para foi realizada para tentar recolocar a diplomacia "em um caminho mais construtivo", segundo Oslo, em um momento de forte tensão entre Kiev e Washington.

20 out 2026 - 16h23
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Resumo
Buscando reaproximação com os EUA após tensões com Donald Trump, Volodymyr Zelensky reuniu-se em Oslo com o enviado americano Steve Witkoff. O líder ucraniano celebrou a retomada do envio de inteligência militar por Washington para alertar sobre mísseis russos e mostrou otimismo quanto à entrega de defesas aéreas. Enquanto os EUA criticam os ataques a refinarias na Rússia, Zelensky insistiu que a Ucrânia deve obrigatoriamente participar de qualquer futura mesa de negociação sobre a paz.

Em Oslo, Zelensky afirmou que o compartilhamento de inteligência com os Estados Unidos voltou a funcionar adequadamente, permitindo que a Ucrânia seja avisada com antecedência sobre futuros ataques russos. O presidente ucraniano disse estar "grato" pelo restabelecimento do serviço que garante os alertas sobre lançamentos de mísseis balísticos realizados pela Rússia. 

Falando durante uma coletiva de imprensa ao fim da reunião realizada na capital norueguesa, o líder ucraniano também reafirmou o compromisso de seu país em buscar caminhos para alcançar a paz. 

Por sua vez, o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, classificou como "construtivas" as discussões sobre a situação na Ucrânia. Também participaram do encontro o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, e Steve Witkoff, enviado especial do presidente americano Donald Trump. Segundo uma fotografia divulgada pela agência norueguesa NTB, Jared Kushner, outro enviado americano, também participou das discussões em Oslo, porém de forma remota devido a problemas de saúde. 

Depois da Noruega, Steve Witkoff deve viajar à Rússia na quarta-feira (21) para se reunir novamente com o presidente Vladimir Putin, informou a agência estatal russa Tass, 

Tensão Ucrânia-EUA 

As relações entre a Ucrânia e os Estados Unidos se deterioraram desde que o presidente Donald Trump fechou com Vladimir Putin um acordo para a compra de diesel russo e passou a criticar Zelensky pelos ataques ucranianos contra refinarias na Rússia. 

O presidente ucraniano acusa os Estados Unidos de atrasarem deliberadamente a entrega de mísseis interceptadores, considerados essenciais para proteger o país contra ataques de mísseis e drones russos e cuja falta é cada vez mais sentida pelas Forças Armadas ucranianas. 

Antes do encontro, Zelensky teve uma conversa "substancial" com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre a rede Starlink e o fornecimento de mísseis interceptadores. Ao comentar a conversa, o presidente ucraniano também se mostrou confiante de que as discussões sobre o sistema Starlink e o fornecimento de mísseis interceptadores Patriot terão um desfecho positivo. 

Zelensky também defendeu que a Ucrânia esteja "presente à mesa de negociações", após surgir nos últimos dias a possibilidade de uma reunião entre os líderes da Rússia, da China e dos Estados Unidos em novembro, na China. O encontro, proposto pelo Kremilin, aconteceria durante a cúpula econômica da da Apec, Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, nos dias 18 e 19 de novembro. 

"Se forem questões relacionadas à Ucrânia e ao nosso futuro, isso só pode ser aceitável se estivermos presentes à mesa de negociações", declarou o presidente ucraniano durante a coletiva de imprensa em Oslo. 

Trump acusa Zelensky de contribuir para a alta global dos preços dos combustíveis ao autorizar ataques contra refinarias russas e afirma que o líder ucraniano não está trabalhando para encerrar a guerra. "Honestamente, acho que é hora de outra pessoa negociar em nome da Ucrânia", afirmou o presidente americano na segunda-feira. 

Com agências

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