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Anistia Internacional: extradição de Snowden para os EUA é inaceitável

12 jul 2013
11h07
atualizado às 11h41
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A extradição do ex-técnico da CIA Edward Snowden para os Estados Unidos, onde é requerido por vários crimes relacionados com espionagem, é intolerável, declarou nesta sexta-feira o chefe da Anistia Internacional (AI) na Rússia, Sergei Nikitin.

Sergei Nikitin falou horas antes de se reunir com Snowden em Moscou
Sergei Nikitin falou horas antes de se reunir com Snowden em Moscou
Foto: Andrés Bruzzone Comunicação

"Nenhum Estado tem o direito de entregar uma pessoa para outro país onde existe a ameaça de um tratamento cruel. Os Estados Unidos, em nossa opinião, são um desses países, onde a ameaça de um tratamento cruel, próximo da tortura, é real", disse Nikitin horas antes de comparecer à reunião com Snowden e outros ativistas dos direitos humanos.

O ex-técnico da CIA que revelou uma trama de espionagem em massa das comunicações telefônicas e da internet marcou hoje um encontro com representantes de ONG internacionais e também com advogados no aeroporto de Moscou, onde está há 19 dias.

"Não se deve esquecer que as autoridades americanas já qualificaram Snowden como traidor, e já formaram uma opinião inequívoca a respeito dele antes de qualquer decisão dos tribunais", ressaltou o chefe da AI na Rússia. Nikitin reiterou que o jovem "não pode ser extraditado enquanto se está estudando sua solicitação de asilo".

A ONG Human Rights Watch (HRW), que também participa da reunião de hoje, pediu aos países que receberam pedido de asilo de Snowden que estudem a solicitação do fugitivo.

"Recomendamos que os Estados aos quais Snowden pediu refúgio estudem objetiva e minuciosamente o pedido para tomar uma decisão justa. Acreditamos que existem motivos para se temer um tratamento cruel e degradante se for detido em território dos EUA", advertiu a vice-diretora da HRW na Rússia, Tatiana Lokshina.

Horas antes da reunião com o fugitivo, o defensor público russo, Vladimir Lukin, reiterou a condição imposta a Snowden para um asilo no país pelo presidente Vladimir Putin, que afirmou que o ex-técnico deveria interromper suas atividades contra os interesses dos EUA.

"Quero escutar o que diz. Uma coisa é que continue com sua atividade atual. E outra é que peça asilo levando em conta que não pode prejudicar os interesses de outros países. Tudo depende de sua postura", disse Lukin ao ser perguntado sobre a possibilidade de Snowden voltar a pedir asilo na Rússia.

EFE   
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