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Alemanha celebra 80 anos da libertação do campo de concentração nazista onde morreu Anne Frank

Sobreviventes do Holocausto pediram neste domingo (27) que a humanidade não esqueça o que lhes aconteceu, enquanto a Alemanha celebra o 80º aniversário da libertação do campo de concentração nazista de Bergen-Belsen.Mais de 50 ex-prisioneiros do campo se juntaram a políticos alemães e à vice-primeira-ministra britânica Angela Rayner em uma cerimônia no estado da Baixa Saxônia (noroeste da Alemanha).

27 abr 2025 - 15h13
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Sobreviventes do Holocausto pediram neste domingo (27) que a humanidade não esqueça o que lhes aconteceu, enquanto a Alemanha celebra o 80º aniversário da libertação do campo de concentração nazista de Bergen-Belsen.

Uma pedra memorial dedicada à jovem escritora Anne Frank e à sua irmã está localizada no terreno do antigo campo de concentração de Bergen-Belsen.
Uma pedra memorial dedicada à jovem escritora Anne Frank e à sua irmã está localizada no terreno do antigo campo de concentração de Bergen-Belsen.
Foto: © Wikipedia / RFI

Mais de 50 ex-prisioneiros do campo se juntaram a políticos alemães e à vice-primeira-ministra britânica Angela Rayner em uma cerimônia no estado da Baixa Saxônia (noroeste da Alemanha).

"Minha mensagem para o futuro é que cada um de nós deve ser vigilante e ativo na luta contra o ódio", declarou Mala Tribich, de 94 anos, nascida na Polônia e enviada a Bergen-Belsen quando era criança. "Isso inclui o antissemitismo e o racismo contra qualquer grupo de pessoas."

Mais de 50.000 pessoas morreram no campo de Bergen-Belsen, entre elas a jovem escritora Anne Frank, autora do diário que foi posteriormente publicado sob o título "O Diário de Anne Frank", tornando-se um símbolo do sofrimento causado pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Quando as tropas ocidentais chegaram a Bergen-Belsen em 15 de abril de 1945, encontraram prisioneiros tomados por doenças e 10.000 cadáveres espalhados pelo campo. As vítimas incluíam judeus, ciganos, prisioneiros de guerra, homossexuais e opositores políticos.

Mala Tribich relatou que, ao chegar ao campo, "a cena que nos esperava era indescritível".

"Havia muitas pessoas que pareciam esqueletos, movendo-se como zumbis. Depois, caíam e permaneciam onde estavam, enquanto outras pessoas tropeçavam sobre elas", narrou.

Negacionismo e revisionismo "perigosos"

Cresce na Alemanha a preocupação com a preservação da memória do Holocausto, especialmente com o aumento da popularidade do partido de extrema direita alemão, a sigla AfD, que ficou em segundo lugar nas eleições legislativas de fevereiro.

Alguns líderes do AfD criticaram a tradição alemã de memória histórica, recebendo apoio do bilionário norte-americano Elon Musk durante a campanha eleitoral.

Stephan Weil, governador da Baixa Saxônia, afirmou neste domingo que a Alemanha não deve "esquecer ou repetir o capítulo mais sombrio de sua história e os crimes a ele associados". "Precisamos nos opor vigorosamente a qualquer tentativa de relativizar ou reescrever a história", acrescentou.

Angela Rayner destacou que "cada vez mais pessoas distorcem o Holocausto", qualificando esse revisionismo como "não apenas ignorante, mas perigoso". "É nosso dever coletivo enfrentá-los diretamente e mostrar que o que aconteceu aqui e em outros lugares nunca deve ser esquecido", afirmou.

A Alemanha organizou diversas cerimônias este ano para marcar o 80º aniversário da libertação dos campos nazistas e de outros eventos importantes que ocorreram no fim da Segunda Guerra Mundial.

No dia 8 de maio, o parlamento alemão realizará uma cerimônia oficial para celebrar o 80º aniversário do fim do conflito.

(Com AFP)

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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