EUA reconhecem erros em guerra entre Rússia e Geórgia
O Governo dos Estados Unidos considerou hoje que "todas as partes" cometeram "erros" na guerra entre Geórgia e Rússia em agosto de 2008 e reiterou seu apoio à integridade do território georgiano.
Esta foi a reação do Departamento de Estado americano ao relatório de quase mil páginas apresentado hoje por uma comissão independente que analisou o conflito entre Rússia e Geórgia a pedido da União Europeia (UE).
O documento conclui que a Geórgia atacou primeiro, mas após provocações e tensões incentivadas por Moscou, além de afirmar que todas as partes "cometeram violações dos direitos humanos".
"Reconhecemos que todas as partes cometeram erros", disse Philip Crowley, um dos porta-vozes do Departamento de Estado.
"Nosso foco de atenção é o futuro e esperamos que Geórgia e Rússia acatem os acordos que fizeram", disse o porta-voz.
Segundo Crowley, o Departamento de Estado americano deseja que ambos os países "estejam à altura desses compromissos" e que os EUA "continuam expressando nosso mais forte apoio à integridade territorial da Geórgia".
O conflito entre Rússia e Geórgia começou entre os dias 7 e 8 agosto, quando as tropas georgianas assumiram o controle de quase toda a região separatista da Ossétia do Sul em uma ofensiva relâmpago.
Em resposta, o Exército russo cruzou a fronteira em defesa dos sul-ossétios - a maioria deles tem passaporte russo -, o que desembocou em uma guerra aberta nos arredores da capital da região, Tskhinvali, que ficou quase em ruínas após três dias de duros combates.
O relatório apresentado por russos, georgianos, pela ONU, pela Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) e pela UE lembra que mais de 850 pessoas morreram em cinco dias, e que quase um milhão de civis tiveram que abandonar seus lares.