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EUA investigam patrulha de fronteira em vista do aumento de críticas a centros de detenção

3 jul 2019 - 16h39
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O chefe interino do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) ordenou uma investigação dos relatos de que agentes da patrulha de fronteira estão publicando comentários anti-imigrantes ofensivos e ameaças contra parlamentares em um grupo particular no Facebook.

Membros da patrulha de fronteira dos EUA na fronteira entre o país e o México no Texas
03/07/2019 REUTERS/Loren Elliott
Membros da patrulha de fronteira dos EUA na fronteira entre o país e o México no Texas 03/07/2019 REUTERS/Loren Elliott
Foto: Reuters

A medida foi anunciada em meio a críticas crescentes à maneira como o governo Trump está lidando com uma crise humanitária na fronteira EUA-México, e parlamentares e investigadores do governo estão alertando para as condições perigosas em centros de detenção de imigrantes.

    "Reportagens desta semana destacaram atividades perturbadoras e indesculpáveis em redes sociais que supostamente incluem funcionários da ativa da patrulha de fronteira", disse Kevin McAleenan, chefe interino do DHS, no Twitter nesta quarta-feira, qualificando os comentários noticiados como "completamente inaceitáveis".

    Ele disse que qualquer empregado que se descubra ter "comprometido a confiança pública em nossa missão de cumprimento da lei será responsabilizado".

    As postagens no Facebook, relatadas inicialmente pelo site de notícias sem fins lucrativos ProPublica, incluíram piadas sobre a morte de imigrantes e conteúdo sexual explícito referente à deputada Alexandria Ocasio-Cortez, democrata que fez críticas contundentes aos centros de detenção depois de uma visita nesta semana.

    A Casa Branca também criticou um juiz federal de Seattle que bloqueou na terça-feira uma manobra do governo para manter milhares de postulantes a asilo sob custódia enquanto pleiteiam seus casos.

    "O mandado de segurança da corte distrital está em guerra com o Estado de Direito", disse a porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, em um comunicado. "A decisão só incentiva contrabandistas e traficantes, o que levará a uma sobrecarga maior de estrangeiros ilegais em nosso sistema imigratório."

    A União Americana de Liberdades Civis e outros grupos de direitos dos imigrantes processaram o governo em abril depois que o secretário de Justiça, William Barr, concluiu que os postulantes a asilo que entram no país ilegalmente não têm direito a fiança.

    O veredicto de terça-feira foi mais um revés para o presidente Donald Trump, que fez da repressão da imigração ilegal um pilar de sua pauta doméstica.

    O Congresso barrou os esforços de Trump para obter financiamento para construir um muro na fronteira sul, e no ano passado ele foi obrigado a recuar em sua política de "tolerância zero" na separação de crianças imigrantes de seus pais na fronteira devido à revolta generalizada que esta provocou.

    Parlamentares, autoridades e ativistas dos EUA dizem que as condições dos centros de detenção de imigrantes da Agência de Alfândega e Proteção da Fronteira (CBP) continuam péssimas.

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