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EUA e Irã avaliam plano de paz à medida que alerta de "inferno" de Trump se aproxima do prazo final

6 abr 2026 - 07h53
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Com a aproximação do prazo final de alerta do presidente Donald ‌Trump, Estados Unidos e Irã receberam a estrutura de um plano para encerrar o conflito que já dura cinco semanas, embora Teerã tenha rejeitado qualquer medida imediata para reabrir o Estreito de Ormuz.

Trump ameaçou fazer "chover o inferno" sobre Teerã se o país não fechar um acordo até o final da terça-feira, o que permitiria que o tráfego voltasse a circular pela rota vital para o abastecimento global de energia.

O plano intermediado pelo Paquistão surgiu ⁠de intensos contatos durante a noite e propõe um cessar-fogo imediato, seguido de negociações sobre um acordo mais amplo ‌a ser concluído dentro de 15 a 20 dias, disse uma fonte ciente das propostas na segunda-feira.

O chefe do Exército paquistanês, marechal de campo Asim Munir, esteve em contato "durante toda a noite" com o vice-presidente ‌dos EUA, JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e o ministro ‌das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, segundo a fonte.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã ⁠afirmou nesta segunda-feira que Teerã formulou posições e exigências com base em seus interesses e as comunicou por meio de intermediários, em resposta às propostas de cessar-fogo.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, disse que os detalhes da resposta serão anunciados oportunamente, mas acrescentou que as negociações são "incompatíveis com ultimatos e ameaças de cometer crimes de guerra".

"O Irã não hesita em expressar claramente o que considera suas demandas legítimas, e isso não ‌deve ser interpretado como um sinal de concessão, mas sim como um reflexo de sua confiança na defesa de ‌suas posições", disse Baghaei em uma coletiva ⁠de imprensa. Ele afirmou ⁠que as demandas anteriores dos EUA, como um plano de 15 pontos, foram rejeitadas por serem excessivas.

Nesta segunda-feira, uma autoridade iraniana ⁠graduada disse à Reuters que o Irã não reabrirá o ‌Estreito como parte de um cessar-fogo temporário, ‌nem aceitará prazos ou pressão para chegar a um acordo. Washington não está disposta a um cessar-fogo permanente, segundo a autoridade.

O site Axios informou pela primeira vez no domingo que EUA, Irã e os mediadores regionais estavam discutindo um possível cessar-fogo de 45 dias como parte de um acordo de duas ⁠fases que poderia levar a um fim permanente da guerra, citando fontes norte-americanas, israelenses e regionais.

TRUMP DIZ QUE ACORDO PRECISA SER FEITO ATÉ TERÇA-FEIRA

Em uma postagem carregada de palavrões em sua plataforma Truth Social no domingo, Trump ameaçou novos ataques à infraestrutura iraniana de energia e transporte se o Irã não fizer um acordo e reabrir o estreito até terça-feira. Mais tarde, no domingo, ‌em uma publicação posterior, o presidente deu um prazo mais preciso: "Terça-feira, 20h" (21h de Brasília).

Anwar Gargash, assessor do presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), disse que qualquer acordo precisa garantir o acesso pelo Estreito de Ormuz. Ele alertou ⁠que um acordo que não conseguisse controlar o programa nuclear do Irã e seus mísseis e drones abriria caminho para "um Oriente Médio mais perigoso e mais volátil".

Novos ataques aéreos foram relatados em toda a região na segunda-feira, mais de cinco semanas desde que EUA e Israel começaram a atacar o Irã em uma guerra que matou milhares de pessoas e prejudicou as economias ao aumentar os preços do petróleo.

A mídia estatal iraniana informou que o chefe da organização de inteligência da Guarda Revolucionária, Majid Khademi, morreu. Na segunda-feira, Israel reivindicou a responsabilidade por sua morte.

Israel e EUA realizaram assassinatos de líderes iranianos desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, matando vários membros do alto escalão do sistema governamental iraniano, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, que foi substituído por seu filho, Mojtaba.

Um ataque israelense e norte-americano atingiu o centro de dados da Universidade de Tecnologia Sharif, em Teerã, danificando a infraestrutura que sustenta a plataforma nacional de inteligência artificial do país e milhares de outros serviços, informou a Agência de Notícias Fars no domingo.

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